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O feliz fim de um ano sabático

Eu lembro exatamente do dia em que  entendi o termo “ano sabático”. Lembro-me de ter ficado maravilhada com essa possibilidade de ficar um ano sem trabalhar, apenas vivendo o tempo livre e botar a vida em dia, de repente viajar, fazer um monte de coisas ou apenas não fazer nada, deixando a vida rolar. Parecia mágico.

1maeIlhéus 2014 – Sem foco, mas o bronze foi garantido!

Com o passar dos anos comecei a desejar viver um período como esse mas imaginava que precisaria juntar muito dinheiro para realizar esse feito, afinal, – ORAS, a vida não é gratuita, não é mesmo? Talvez, depois dos 40 rolasse, com muito planejamento e organização.

Mas besta que sou, há poucos meses me dei conta que estava vivendo esse ano sabático sem perceber. Explico: dia 29 de agosto de 2014 foi oficialmente o dia em que me desliguei do meu antigo trabalho. Logo em seguida, surgiu a oportunidade de vir para a Nova Zelândia e por conta dessa grande mudança arquivei todas as minhas idéias de trabalho e recusei algumas propostas de emprego.

Quem já mudou de país sabe a trabalheira que é o processo de visto, vender, doar ou guardar todas as coisas que você tem, alugar a casa, organizar mudança, despedir de amigos etc. Dessa forma, o final de 2014 foi totalmente free. Nesse meio tempo pude realizar coisas deliciosas:

  • Voltar à NYC e andarilhar naquela cidade maravilhosa sem lenço nem documento, nem pressa ou preocupações;
  • Realizar uma viagem inesquecível e deliciosa com minha mãe;
  • Poder ir e voltar 3x a Bahia e encarar aquele carnaval crazy com a melhor anfitriã do mundo; ir ao Rio de Janeiro maravilhoso e conhecer Petrópolis com ❤️ ,
  • Atender alunas em casa;
  • Colocar alguns projetos antigos pra rodar;
  • Ficar à toa com amigos;
  • Voltar a estudar, com tempo e cabeça livre e muito mais aprendizado e desenvolvimento;
  • Mudar de país e ter amigos de cada parte do mundo;
  • Dormir até acordar e, por fim, de todas as coisas boas, acho que a mais significante é ter tempo livre para pensar e mudar todos os pontos de vista sobre quase tudo. Reconhecer erros e acertos, traçar planos e metas, organizar idéias e respirar tranquilamente. Engraçado como as coisas fluem melhor quando a gente se sente em paz.

1coPenúltimo dia em casa com ela. A falta que sinto das gatas e da minha mãe só pode ser comparada à dor que senti quando perdi meu sobrinho. NADA na vida dói tanto quanto essa falta. Absolutamente nada.

Vim pra NZ me programando para estudar 3 meses e depois começar a trabalhar em algo que me ajudasse na língua e de alguma forma me sociabilizasse com o povo daqui . Só não imaginei que o tempo que eu programei não era o mesmo tempo que a vida havia programado pra mim. Levei mais tempo para encontrar um emprego e, apesar do meu tempo livre aqui ter sido muito, muitíssimo produtivo, voltar a ter uma rotina de trabalho (em inglês!) tem sido uma experiência muito boa. E tudo isso aconteceu exatamente um ano depois. Foi um ciclo redondinho que se fechou e eu pude aproveitar cada minuto, sem desperdício.

1al

Este foi um período completamente diferente de todos os anteriores. Nada do que eu vivi no último ano se compara as outras experiências da minha vida e, apesar de aqui ser um espaço aberto e super exposto, posso dizer que nunca cresci tanto, nunca aprendi tanta coisa bacana, há tempos não estive tão próxima de pessoas tão amadas e nunca me senti tão em paz.
Errei, acertei, ri (aos montes) e chorei um tanto. Tem sido renovador.

Definitivamente, depois que tudo mudou, tudo ganhou mais significado e a vida ficou melhor.

Por isso, todo dia é dia de agradecer. Agradecer à família, aos amigos e ao Raphael, sempre presente.  Agradecer é o que posso e devo fazer, sempre.
com amor,

Pat

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21 comentários em “O feliz fim de um ano sabático”

  1. Bacana da sua parte tanta sinceridade e ao mesmo tempo expor tanto da sua vida pessoal, demonstra que vocè é uma pessoa muito clara. A gente planeja , planeja e planeja , e derepente tudo sai diferente daquilo que planejou, é porque o Homem lá de cima sempre tem outro planos para nós e parece que seus planos sempre sao muito melhores, eu tenho certeza disso.
    Um abraçao
    Maria

    p.s.: sinto muito sobre o teu sobrinho.

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    1. OI Maria.
      Pois é, né? Vivendo e aprendendo…
      Principalmente aprendendo a entender que a gente não consegue controlar tudo. E pra ser sincera, acho que a gente controla super pouco, ne? Tenho aprendido isso todos os dias =)
      Beijo, Pat

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  2. Adorei o texto. Muito inspirador.
    Obrigada a vocês duas. A você por compartilhar esse texto inspirador e a Flavia Calina põe indicar. Abraços! !!

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    1. Oi Sheila, obrigada pelo carinho. Nossa, eu fiquei emocionada qdo a Flavia falou do texto, sabia? Escrevi há pouco só pra lembrar que uma fase tão boa estava finalizando mas tbm pra reconhecer o quanto ela foi (e continua sendo) boa ❤
      Volte aqui mais vezes ❤

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  3. Pat, adoro seus posts, esse em especial que lindo, morro de vontade de um ano assim também, qdo puder conte mais de como aconteceu de ter ido à Nova Zelândia, que era um país que eu não conhecia, e que hoje, por causa de você morro de vontade de conhecer! Desde de o vídeo da máscara q vi q vc e Flávia Calina eram amigas…que amor…um bj

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    1. Oie Andressa.
      Qualquer hora vou gravar um vídeo contando a historia toda sim, que é muito legal, mas também tem sua parte difícil que é deixar a família pra trás, sabe? Volte sempre ao blog, vou escrever mais textos como esse ❤
      beijo

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  4. Patriciaaaa que texto maravilhoso!! amei sua forma de escrever! vc passa um paz…
    seu blog é lindo e seu canal no youtube é mais lindo ainda!!

    Um super beijo !

    E boa Sorte para vc !!!

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  5. Que texto lindo!! Parabéns por escrever tão bem e tão claro!!
    Fiquei super feliz por ter te descoberto hehe, foi por meio de Flávia Calina ( the master of the Mummy’s world hehe)
    Fiquei super empolgada pra aprender muito com seus tutoriais. Te escrevi um e-mail também, não sei se já viu! ?!

    Um beijo

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  6. Olá Patricia, assistindo ao vídeo da Flavia Calina tive interesse em ler seu texto pelo assunto “ano sabático”. Confesso que esse termo é novo pra mim mas traduz minha situação atual. E diante de um texto como esse eu seria ingrata se não deixasse um comentário para agradecer pela leitura de algo tão pessoal, bem escrito e que me trouxe uma reflexão sobre a maneira de encarar a vida.
    Muito obrigada!

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    1. Oi Caca, que legal ler seu comentário. Acho que, no fim, o importante é a forma que a gente olha pra uma situação, ne? Sempre temos muitas coisas boas pra tirar de lição de cada uma, eu estou aproveitando esse meu tempo livre ao máximo, faça isso vc tbm ❤

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