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Procurando trabalho na Nova Zelândia

Um dia, uma pessoa super próxima à mim reclamou “estar envelhecendo”, quando na realidade apenas completara 20 anos. Disse à ela que envelhecer era super bom, que um dos maiores ganhos em sair da adolescência/começo da vida adulta era passar a se sentir mais confiante. Mal sabia eu que “mais confiante” é o nome de um barquinho em um mar revolto.

***

Sair do Brasil aos 32, depois de ter trabalhado em alguns empregos e ter tido dois pequenos negócios fez-me imaginar estar preparada para encontrar um novo trabalho. Vim para a Nova Zelândia aberta a trabalhar com qualquer coisa que fizesse sentido e me trouxesse aprendizado e experiências relevantes e, apesar da barreira da língua, imaginava que encontraria um emprego com alguma facilidade e seguiria tocando a vida, conforme deve ser.

Minha conta era simples: 3 meses trancafiada numa escola de línguas e depois, galgar um emprego. Traduzi meu currículo para o inglês e comecei a procurar trabalho, programando tudo como se a vida seguisse planos exatos, como se a vida fosse uma matemática precisa.

E não é.

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Mudar de país é uma experiência transformadora

Sabe quando as pessoas falam que a maternidade/paternidade é uma mudança geral na vida e que nunca mais você será aquela pessoa de antes? Talvez mudar de país seja uma experiência similar para alguns.

Toda a bagagem que temos, todas as nossas experiências e tudo o que sabemos é, sim, útil e valioso mas, ao mesmo tempo, reiniciar a vida em outra cultura é quase duro e faz a gente questionar o que sabemos diariamente. É segurar o tcham todos os dias porque, definitivamente, o choque cultural não passa despercebido. Tal qual chama-se choque e não “tranquilo momento de transição”.

Sair de um país onde você domina absolutamente tudo e mudar para um lugar onde você não sabe onde se compra um sulfite branco é entender que temos que aprender tudo-mais-uma-vez-e-repete. Por mais esperto que você seja, você não nasceu aqui. Inclusive deixamos de ter aquele apoio todo das pessoas que estão ao nosso redor (falarei disso depois, sobre empreender) e parece que nossa confiança vai minando de vez em quando. Claro que são experiências enriquecedoras e muitas vezes, divertidas, mas não necessariamente fáceis.

Um grande balde de água fria nesse sentido foi perceber que na NZ praticamente não há empregos na área de moda.                                           – – – – – – – – – – – – – >>>  pausa dramática.

Explico: sabe quando você entra no site de vagas de emprego e na busca, filtra por área de atuação – saúde / engenharia / adm / comunicação etc – ? Dai vc escolhe uma delas e vai pra o próximo filtro? Então, aqui não existe a opção moda. Nada, nadinha, acredite. Quase tudo relacionado a moda é produzido na Austrália, logo, não há vagas para modelistas, estilistas, costureiras ou coisa do tipo. Perceber isso foi internalizar e sentir na pele o que é morar num país pequeno que, mesmo com altíssimo IDH e os mil benefícios, tem suas limitações e que talvez, aquilo que você faz de melhor não serve pra muita coisa. O mesmo acontece com profissões que não são reconhecidas em outros países, ou seja, não adianta querer “validar” o diploma, você precisa estudar os 4, 5 anos novamente. Apavorante, não? Nem todo mundo pensa nisso quando grita em alto e bom som “quero ir embora desse Brasil” e sai batendo panela como se não houvesse amanhã. E há.

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Dentre os meses procurando emprego, rolou de um tudo: fiz uma entrevista num lugar massa e não entendi 30% do que ouvi, recebi 25678 emails contendo um “obrigada, mas a vaga foi preenchida”, perdi as esperanças, tentei trampo num supermercado, achei que meu currículo era bom demais pra vagas que estava aplicando e, por isso, ouvia tantos nãos;  Renovei as esperanças, perdi o mesmo emprego 2x (!!!), fiz teste em uma loja de sucos, conheci um super ateliê de vestidos especiais, chorei, pensei positivo, parei de procurar empregos, voltei a procurar trabalho, tentei emprego numa loja de orgânicos, chorei  mais um pouco, renovei a fé e continuei. É realmente um processo difícil na qual não sou experienciadora exclusiva, ou seja, outros estrangeiros passam pelo mesmo em todos os países. Se recolocar não é fácil, pra ninguém.

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E aí você pensa: Tá, Patrícia, para de blá blá blá, termina logo essa história.

No fim; no meio de uma ~quase confusão~ com uma gerente indiana que me fez sair pela cidade atrás dela para assinar um contrato, sem me falar exatamente onde encontrá-la (pode rir, fiquei andando pela cidade tentando imaginar onde ela estaria, juro!) e achando isso uma situação louca demais, sentei no sofá de casa, exausta e pensei: cansei de procurar essa indiana da loja de sucos, vou procurar emprego novamente.

Achei 3 vagas que possivelmente eu poderia trabalhar e enviei meu cv. Inesperadamente, uma me respondeu em menos de duas horas e deixou recado no meu celular, marcando uma entrevista. Que rápido, que louco! E no dia marcado me deparei com um lugar que eu havia sondado meses antes, quando levei meu currículo para entregá-lo em mãos, mas encontrei o estabelecimento fechado.

Era um alfaiate grego, que me fez mais perguntas que a Fuvest faz e não entendia como eu sabia fazer as coisas que dizia fazer (coitado, me deu dez anos a menos – risos!). Ele me chamou para fazer um teste de trabalho e desde então passo minhas tardes entre ternos e música clássica, reaprendendo tudo sobre costura e vivenciando experiências nunca antes imaginadas (mas isso é assunto para o próximo post).

Se estou feliz? Com certeza
Se foi fácil? Nem um pouco.

Diariamente a gente percebe o quão difícil e delicioso é ser estrangeiro. Hoje tenho a maior admiração e respeito por todos os que encaram essa jornada, principalmente por aqueles que vão à países onde não conhecem nada da língua (não foi o meu caso), da comida, da temperatura. Deixo aqui registrado minha imensa admiração a cada boliviano que está em SP, dando duro todo dia. Hoje percebo o quanto a gente é cruel quando não cumprimenta um deles, quando ignora o haitiano que procura trabalho, quando faz que não vê.
Ele é um de nós. Nós somos ele.

Depois de ultrapassar esse grande choque (que é a recolocação de trabalho) é muitíssimo libertador perceber que temos habilidades e flexibilidade para esses pequenos e dolorosos perrengues. E, depois que a casca da ferida cicatriza, percebemos que nos tornamos um tico mais espertos pois sobrevivemos a mais um terremoto que a vida nos deu.

No fim das contas, a vida mexendo (e chacoalhando nossa mísera confiança) é só uma amostra de que a gente é forte pra se manter de pé e nossas pernas tornam-se mais firmes. Os músculos mostram que podemos andarilhar por este mundo cheio de possibilidades e que quase nada nos prende à lugar algum, a não ser que a gente queira se manter preso – o que não é nenhum problema, apenas uma escolha =)

com amor,
Patricia C

 

 

obs:
1) Jamais poderia fechar este post sem agradecer ao Raphael, meu cúmplice. Obrigada por tudo.
2) A loja de sucos me chamou por mais alguns dias, mas daí, já eras, ne?

20 comentários em “Procurando trabalho na Nova Zelândia”

  1. Oi Patricia
    Pois é o que nao nos mata , nos faz mais fortes. Adorei o texto, e também adorei saber que voce está trabalhando com algo ligado a moda, a costura em general (grego tem um carácter fortíssimo) .Como foi fácil me por na sua pele, porque já vivi isso e aos trancos e barrancos sobrevivi.
    Um abraço imenso
    Maria
    Ha , já me decidi pela overlock, é a Pfaff( dentro de 3 semans ela chega).

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    1. Oie! Menina, o grego tem é um gênio duro, isso sim. No geral ele é bacana, mas quando vê algo que não gosta, sai de baixo, rs!
      Jura que vc ja viveu experiências assim? vc ja morou em outros países?
      Depois conta da maquina, que feliz que vc comprou a sua ❤
      beijo

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  2. Eu imagino que essa experiência de ir é muito difícil, exige muita coragem e desapego.

    Fico feliz que tenha conseguido o trabalho, num lugar que vai acrescentar mais do que a loja de suco. Que o grego não te dê muita dor de cabeça. hhehehe.

    Lendo histórias assim fica fácil acreditar em destino, não é? É aquele velho “era pra ser”.

    Espero que tudo dê certo, que aprenda bastante com ele!

    beijo!

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    1. Oi Camila.

      Pois é, a vida vai seguindo um fluxo tão interessante, ne? Mal sabia eu que, nos dias de tristeza e certo desespero, iria arrumar um emprego que é uma escola. Se eu soubesse disso, nem teria me preocupado rs.
      No fim, sabemos é de tão pouco, ne? Beijo ❤

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  3. Que demais, Pat!
    Mega feliz em saber do novo emprego. Será uma verdadeira escola. Fazer estágio com um alfaiate sempre esteve na minha lista de desejos. E ó, lembra que falei que você vai ter reconhecimento no exterior?! Tá só começando. 😉

    Sucesso!

    Beijos

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  4. Pat que difícil e bom ler seu depoimento de como foi todo esse processo.
    Nunca morei fora, mas em muitas partes me identifiquei bastante com o que você passou.
    Se antes de te conhecer só ouvia coisa boa de você, a cada vídeo e texto fico mais fã! 😉
    Torço muito para que as coisas deem certo, ai, aqui, em todo o canto!

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    1. Paulinha, realmente procurar trabalho não foi fácil e eu nem esperava por isso, juro. Eu pensei MESMO que seria tranquilo arrumar um trabalho simples, numa loja ou num supermercado, mas me enganei, não foi.
      Apesar de tudo, tive o prazer de encontrar um trabalho que é uma escola, pois todos os dias aprendo algo legal.
      Obrigada pelo carinho e pelas boas vibrações, de verdade.
      Tudo de bom pra vc também, viu.
      bj

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  5. Que lindo que achou um trabalho na sua área!
    Admiro muitíssimo quem vai morar fora. Sempre foi um desejo, mas nunca tive coragem…
    Adorando seus posts!
    Keep calma and go girl!
    Bjão

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    1. Ai Monica, mil coisas na cabeça. A gente pensa uma coisa antes de vir, daí vem e vive outra. Mas é uma experiência rica e incrível, faria tudo de novo, mas confesso que tbm sinto falta dos confortos de estar no próprio país, sabe? Beijo ❤

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  6. Olá Patrícia!

    Como eu te percebo. Também eu tive que deixar o meu país por amor ao trabalho. Não foi nada, nada fácil!! No meu caso, felizmente, não tive que procurar trabalho, pois já estava respondendo a uma proposta, daí eu ter vindo para cá. Mas vim sozinha! Não falava nada! Foi muiiiiito muiiiito duro. Agora que penso, nem sei como consegui e como fui forte o suficiente. Pois olhavam para mim e pensavam “o que é que ela vem cá fazer? Nem falar sabe…”. Mas a verdade é que dois meses depois estava-me desenrascando muito bem com a língua.

    E depois, como você disse, é o choque com a cultura (não muito, no meu caso), com a cidade (restaurantes – comida, locais de diversão, festas, supermercado, horários de supermercado), a maneira de ser das pessoas, o CLIMA (aiiii o inverno é mais rigoroso, horrível… E sinto falta do sol! Deprime um pouco). E no trabalho? Embora na minha área os princípios/técnicas sejam iguais, independentemente do país, existem produtos que já não se utilizam há imenso tempo, com estudos comprovados, existem métodos alterados, enfim… E eu lidei um pouco com isso, e com alguma dificuldade… Como alguém super jovem (22 anos na altura), acabada de se formar, estrangeira, vindo de um outro país, acabada de chegar, se vira para uma equipa de colegas e diz “Não é assim que se faz! Isso já não se faz/usa há muito tempo”. Muiiiito complicado. Eu sempre tive muito respeito pelos meus colegas e sempre que me acontecia algo, tentava, delicadamente, dizer que eu já não aprendi assim e explicar os porquês e convidar/incentivar a fazer uma pesquisa sobre o assunto, para verem que aquilo que dizia não era algo do outro mundo, apenas uma crítica construtiva. Mas como estava dizendo, sempre tive muito respeito pelo país e habitantes e nunca me julguei melhor do que ninguém. Aliás, não existem pessoas melhores que outras.

    Hoje, posso dizer que me orgulho muito do que fiz, do que conquistei e que sou muito admirada pelos meus colegas: pelo que sei, pelo que faço, pela maneira de ser, pelo que defendo e, sobretudo, por ter conseguido conquistar tudo isto sozinha, sem família aqui, sendo eu tão jovem e inexperiente!

    É fácil? Não, não é. Nunca foi! Mas é com coragem e garra que se conquista aquilo e que mais gostamos.
    Beijos*

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    1. OMG Sofia, que comentário/história mais linda! Sim, não é nada fácil mas a gente sai mais forte, ne?
      Me fala, de onde vc saiu e praonde foi ? Com o que trabalha?
      beijo, Pat

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      1. Olá Pat!

        Chamo-me Sofia, tenho 26 anos e sou portuguesa. Com 21 anos licenciei-me em Enfermagem em Portugal, mas devido à crise económica, bastante acentuada em Portugal nos últimos anos, decidi emigrar aos 22 anos. Sou Enfermeira em França, há quatro anos, mas parece que foi ontem que cheguei aqui. Cheguei a trabalhar em Portugal como Enfermeira (numa pequena clínica, mas esta ficava longe de casa e pagavam mal e exploravam) e antes, cheguei a trabalhar num café. Mas como tinha acabado de me formar e precisavam muito de Enfermeiros em alguns países da Europa, eu decidi procurar na Internet uma proposta. Encontrei uma que aceitavam Enfermeiros que não precisavam dominar a língua (do Hospital onde trabalho, atualmente), respondi e aceitaram. Numa semana, tratei dos documentos/compras/traduções e comprei viagem. E aqui estou há 4 anos. Foi mesmo uma loucura, porque me atirei de cabeça, mal pensei no que ia fazer. Melhor assim!

        Como disse, não foi um choque muito grande com a cultura, felizmente, mas existem pequenas diferenças entre os portugueses e os franceses, assim como o método de trabalho e ensino/formação da Enfermagem portuguesa e francesa. Eu já tinha tido Francês na escola, durante 3 anos, mas já tinha sido há mais de 8 anos e, sejamos sinceros, filmes, música, séries é mais o Inglês que se pratica. Assim como nunca tive família na França nem em nenhum outro país que dominasse a língua. Ora, tudo o que aprendi na escola, rapidamente esqueci. Mas ao chegar aqui, ia lembrando aos pouquinhos, aquilo que ficara armazenado.

        Sabe, Patrícia, a minha história, infelizmente devido à crise económica, é igual a tantas outras. Tenho bastantes colegas que também eles emigraram, não só para França, mas para Inglaterra, Bélgica, Suíça. Nem todos se adaptaram/gostaram. A maior parte partiram em grupos ou com alguns colegas. Eu decidi vir sozinha. Mas já sabia que existiam outros portugueses a trabalhar no mesmo hospital, embora nunca os tivesse visto na vida. Ajudaram-me no início, quando as dúvidas começaram a surgir, a coragem a diminuir e as saudades a apertar. No fundo, apoiamo-nos uns aos outros. Foi estabelecida quase que uma pequenina comunidade de jovens portugueses, embora nunca nos tivéssemos falado antes e de diferentes partes do país. Hoje penso que fiz bem em vir sozinha, pois conheço casos de duplas de colegas que partiram juntos/juntas e depois, ou os objetivos de vida/trabalho não eram os mesmos ou encontraram a cara metade e houve, forçosamente, mudanças de planos e entre alguns deles algumas chatices. E isso é muito chato, estragar uma amizade/companheirismo por pequenas coisas insignificantes. Assim, eu vim, contava comigo mesma, se me chateasse era comigo mesma. E o sabor da conquista é ainda maior, quanto maior o desafio for.

        Vou imensas vezes a Portugal, adoro o meu país e ainda mais depois que emigrei, pois percebi que Portugal é lindo, cheio de cor, a população é bastante alegre/acolhedora e a nossa comida… hummm, maravilhosa! Felizmente tenho bastantes férias! E era muito feliz lá, antes de emigrar. Mas, para desenvolver os meus conhecimentos/competências que adquiri, eu decidi vir. Infelizmente, as vagas que existem em Portugal, são para os Enfermeiros com experiência ou com conhecimento de alguém que já trabalhe lá. Os recém-licenciados não conseguem ter uma emprego estável, com um bom salário, apenas part-time…

        Mas agora tenho um outro desafio que também quero muito concretizar: a costura! Este ano descobri uns vídeos no youtube e, entre eles, os seus, e eu, que não percebia nada, nada de costura, comecei a fazer bainhas e a fazer algumas peças. Fico louca por vídeos e fico babando quando vejo as peças acabadas, assim como na máquina sendo costuradas. Amo. E aos poucos, não só os vídeos de costura (pois também sigo no snapchat) fico esperando notícias, já como se fosse alguém do meu circulo de amigos. Sinto que os vídeos me fazem companhia, não sei se é por estar longe dos meus amigos. E adoro ver pessoas de vários cantos do mundo a comentar. Fabuloso! 🙂
        Beijos*

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      2. OMGggg Sofia, adoro ler sua big história ❤
        Imaginei que vc fosse portuguesa -nossa língua tão gêmea, mas com algumas particularidades- mas não sabia o que vc fazia. Realmente, sua história é similar a de muitos mas vc é super guerreira. Ter migrado tão cedo é uma coisa de muita coragem, de verdade.
        Tenho duas irmãs enfermeiras também, no Br não paga-se muito bem, mas há um vasto mercado de trabalho…

        Imagino que agora vc fale francês fluente, não? Que delícia! É minha próxima língua para aprender, pois ainda quero ir à Paris para fazer um curso (quem sabe a gente não se encontra, rs).

        Quanto à costura, olha, vc tem muita coisa disponivel hoje e pode aprender muito. Quando eu comecei não havia não, então vc pode aprovetar tudo, aproveite! Ano que vem vou lançar meu curso on line de costura, provavelmente 15 aulas, o projeto está ficando BEM legal, tô animada. Nunca coloquei tanto coração num trabalho, sabe?

        Quanto ao Snapchat, qual seu usuário?
        beijo,
        Pat

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      3. Oi Pat!!!! 🙂

        Muito obrigada pelo elogio. Você também é uma guerreira. Lutou sem fim pelo que queria e conseguiu! Sim, agora falo fluentemente Francês. Seria fabuloso um encontro em Paris, quem sabe? Espero que esse curso se concretize!

        Sim, agora há imensa coisa na Internet explicando muito bem as coisas mais básicas e projetos lindíssimos! Nunca pensei aprender a costurar e foi por acaso que descobri estes vídeos. Nunca tinha pesquisado por algo semelhante.

        Eu nunca tive jeito para desenho nem trabalhos manuais. Acho que não tinha muita paciência… Mesmo quando era criança, eu nunca fui aquela menina de brincar muito com bonecas e de desenhar. Como tenho um irmão mais velho, sempre brinquei com ele e com os carrinhos dele. Talvez por isso. Não sou “Maria Rapaz” mas sempre gostei muito de carros, ainda hoje… kkkkkk. Adoro conduzir e de saber as novidades das mais variadas marcas de automóveis… kkkkkk.
        Lembro-me que quando ia com minha mãe à costureira para fazer arranjos de roupa ou algo assim, eu ficava deslumbrada! Lembro-me que poderia ficar ali a tarde toda só olhando que eu nem me importava. A máquina de costura <3, os retalhos e aquele cantinho me davam uma alegria… Mas eu não conhecia ninguém na minha família que costurasse. Meus pais têm uma confecção de meias/peúgas para homem e sempre trabalhei com todas as máquinas. E eles têm uma máquina muito velhinha antiga (agora sei que é uma overlock) que nunca usavam. Apenas de vez em quando para fazer alguns trabalhos. Essa máquina eu nunca usei mas via a minha mãe usar. E adorava ver. Mas eu era muita ingénua e nunca soube, nem ninguém nunca me contou que com aquela máquina se poderiam costurar roupas, também, e fazer acabamentos. Eu sempre pensei que era apenas com a máquina reta que se costurava. (acho que essa máquina agora não funciona ou já está há muito muito tempo parada) kkkkkkkkkk
        Como eu disse, eu era muito ingénua e não percebia mesmo nada. E como eu não tinha jeito para trabalhos manuais/desenho, pensei que nunca teria jeito para costurar. Daí, nunca ter pensado em aprender, pois pensava que ia fazer tudo mal. Mas, descobri um vídeo que mostrava como usar uma máquina de costura e como fazer uma bainha… E pensei, mas não parece ser difícil e fiquei ainda mais apaixonada. E vi várias meninas super novinhas explicando que não é difícil e que apenas com treino se consegue a perfeição. E pensei, se elas conseguem, também conseguirei. Foi quando eu comecei a tentar fazer pequenas coisas. Que sorte poder pesquisar e encontrar informação e aprender… No passado, não teria esta oportunidade.

        É verdade que falamos a mesma língua mas o português (br) e português (pt) tem algumas palavras diferentes e a escrita é bastante diferente. Eu percebo tudo mas por vezes tenho medo de escrever algo que não me faça entender. Nós, portugueses, estamos habituados por causa das novelas brasileiras (amo de paixão). Mas não sei se os brasileiros percebem a nossa escrita.

        Meu Snapchat é sofiaclsantos.

        Beijos*

        P.s.: Ah! Eu já vi o novo vídeo no canal e sorri quando você disse "Ola Brasil, olá Portugal" kkkkkkk É isso aí! Em breve será: "Olá Mundo inteiro!" kkkkk

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      4. Oie.

        Sofia, não tenho a menor idéia de quando irei à Paris, mas prometo que te aviso, de verdade 🙂

        Uau, que sensacional que seus pais têm essa fábrica. Essa overloque, mesmo velhinha deve funcionar sim, de repente só precise de um ajuste com o mecânico. Quando for à Portugal, veja isso 🙂
        E quanto a aprender a costurar, é tudo treino + paciência, não tem jeito. As coisas não saem em 15 minutos, mas é um processo prazeroso, vc vai avançando e gostando hehe.

        Quanto às diferenças na língua, dá pra notar quando lemos sim. No Br temos pouco contato com o Pt de portugal, mas uma hora ou outra a gente esbarra com vídeos e textos pela internet, então dá pra notar sim. Eu acho super belo ❤

        Beijo,
        Pat (pensando no mundo inteiro hahahaha)

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