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Rotorua e os lagos coloridos

Nos primeiros dias de Fevereiro/2016 tivemos o prazer de visitar Rotorua, uma cidade que fica bem no centro da ilha norte da Nova Zelândia e é muitíssimo conhecida pela natureza geo-termal (nascentes termais de água, fendas naturais, lagoas de lama quente, geysers e vulcões) e também bastante habitada por Maoris, o povo nativo na Nova Zelândia.

O caminho:

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Quando viemos para a Nova Zelândia, sabíamos que a NZ é um país 95% natureza e muito famoso pelas paisagens – mas olha – sinceramente, quanta supresa boa! Até os lugares mais simples são bonitos e toda vez que eu saio da cidade penso o quanto a natureza é perfeita e cheia de particularidades.

A paisagem vai mudando várias vezes pelo caminho e nesse ponto (foto acima) a grama estava totalmente dourada e cobre. Era tão linda, mas tão linda que tentei registrar, pena que a câmera não capturava as cores com perfeição.

Não aparece na foto, mas no lado esquerdo está o Monte Ruapehu, local onde vi, comi, brinquei e amei a neve pela primeira vez [AQUI].

E como de costume, a companhia das ovelhas segue intensamente por toda a estrada ❤
Caso você não saiba, a NZ é um dos países com um dos maiores volumes de ovelha per capita no mundo. São 4 milhões de habitantes x 30 milhões de ovelhas, ou seja, tem muito mais ovelha do que gente! É só sair 5m da cidade que a gente já encontra ovelha e vaca, ovelha e vaca, ovelha e vaca por todo o canto.

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Rotorua:

Chegamos em Rotorua num tempo bem estranho: chuvoso e com céu cinza. Demos uma volta pelo centro que é grande, limpo e super organizado e nos sentíamos em casa. Como a NZ é super turística, há toda uma estrutura para passeios, ônibus especiais, mini agências de viagens e aventuras para todo o tipo de gosto e bolso. Impossível se perder.

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No dia seguinte o sol apareceu bonito e brilhante. Havíamos decidido conhecer o parque Wai-o-Tapu, uma reserva cênica que possui atividades termais extremamente acentuadas e toda região está associada a atividades vulcânicas que datam aproximadamente 160.000 anos.

Eu estava animada para conhecer este parque porque sempre vejo essas fotos nas propagandas  de viagens para NZ. A questão é que eu achava que rolava um photoshop para acentuar as cores e tals, mas ó, que bobinha que sou. As cores das águas e as alterações do solo são totalmente naturais e provém de diferentes elementos minerais. Eu ficava olhando aquilo tudo, o calor, os vapores e os cheiros e pensava: Mas gente, num é que é verdade?

Foi lá que eu vi piscinas de lamas ferventes, tipo as que vemos nos desenhos infantis, sabe? Pena que essas fotos não ficaram boas pois as piscinas eram fundas e escuras 😦

Abaixo uma visão geral de parte do parque e em seguida a famosa Champagne Pool.
[clique nas fotos para aumentá-las]

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Champagne pool é realmente incrível. É a maior fonte do distrito com 65m de diâmetro e temperatura de 74 graus na superfície, chegando a 300 graus no fundo (insira aqui emoticon chocado!) e foi formada há 700 anos por uma erupção hidrotermal. Os minerais contidos na água são: ouro, prata, mercúrio, enxofre, arsênico e tálio e estão depositados na beirada da piscina. Esta mesma beirada saliente deve se à inclinação da piscina, provocada por terremotos locais.

Aí você me pergunta:
– Pode entrar na água? Pôr a mão? Mexer nas lamas quentes?
– Nãããão, Zequinha, pode não. Jamé!

Toda a flora e a fauna nativa, assim como as formações geológicas são estritamente protegidas na Nova Zelândia. Eles tem um cuidado tão minucioso com essa natureza quanto você tem com seu filho recém nascido. Tudo é protegido do humano-destruidor. Tudo.

Abaixo, parte da transformação do solo, todo texturizado.
Nessa parte era possível tocar pois andávamos numa trilha aberta. O solo parece um chocolate endurecido, dá até vontade de morder. E é tudo firme, durinho.

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As fontes ferventes e os gases vulcânicos acrescentam vários minerais à água e por isso não há peixes em nenhum desses lagos. Também seria impossível devido ao calor da grande maioria. Toda a água desta região deságua no rio Waikato que por sua vez deságua no mar da Tasmânia (alô vizinhos!).

O parque visto de cima:

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Coisa linda, não? Aliás, temos tido muita boa sorte nas nossas pequenas viagens: a gente chega e o sol aparece em seguida. Assim não tem como fazer fotos feias =)

Devil’s Bath: Não tem como não ficar intrigada olhando esse lago verde-sulfúrico. É quase surreal! Será que jogaram corante Guarani?
Mas vamos láL o tom verde-tomei-ácido acontece a partir da concentração de enxofre e outro sais ferrosos dissolvidos na água. Conforme o céu muda, o tom verde fica mais “cheguei” ou mais suave. Neste lago a temperatura é mais simpática: em torno de 23ºC.

O acesso visual é feito apenas por cima (não de muito perto) mas o lago é grande e colorido o suficiente para termos uma boa visão. E eu juro, tem esta cor mesmo!

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Artist’s Palette:

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O passeio no parque é feito em mais ou menos 3 horas e demos sorte pois pegamos um dia quente e de sol. É muito legal também observar as pessoas maravilhadas ou intrigadas com as cores, tirando fotos, sentindo o cheiro forte de enxofre que tempera os lagos… Um prazer!

Skyline – Rotorua

Quando penso em “parque de diversões”, a primeira lembrança que tenho é Playcenter e Hopi-Hari. Se pensar muito, vou  praqueles parquinhos simples que são montados na pracinhas à cada verão ou, viajando nas idéias, vou à Disney.

Mas na Nova Zelândia conheci um parque totalmente natureba, que fica num monte chamado Ngongotaha e tem atrações bem legais. Há tempos não me divertia tanto em tão pouco tempo!

Aproveitamos a tirolesa, uma trilha para Mountain Bike e um brinquedo SUPER legal chamado Ludge, que basicamente é uma espécie de carrinho de rolimã com 3 opções de trajetos super loucos que descem morro abaixo numa super velocidade em meio à várias curvas em 4km de pista. WOW!
Ao final da trilha voltamos para o topo com em um teleférico que permite essa vista linda.

Juro que não é um quadro, é a Nova Zelândia mesmo:

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E no meio do parque, cervos:

cervos

Um outro brinquedo que tive que ir sozinha porque alguém que estava comigo não teve coragem foi o Skyswing. Imagine uma bola com 3 cadeirinhas presa ao topo do morro. Essa bola é içada à uma super altura e eu (ou quem estiver brincando) precisa puxar a cordinha para a bola ser içada do alto do penhasco!
Quando cheguei lá em cima  e olhava aquela vista 360º, o corpo todo inclinado e o coração à mil, eu pensava: eita, lascou-se!

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E foi muito legal. Eu gosto dessas coisas de adrenalina | aventura.
Confesso que tenho um pouco de medo de altura, mas geralmente encaro.

AQUI um vídeo de uma pessoa que filmou a experiência. Confesso que assisti este vídeo agora e minha mão até suou. É um negócio tão louco porque a gente chega lá no topo e ficamos completamente inclinados, temos que puxar a corda pra descer e parece que a bola vai soltar dos cabos e rolar morro abaixo. Loucura total!

obs. claro que a foto acima foi ANTES de ir, risos.

– – –

A vista da Gôndola, uma atração tranquila e perfeita para observar a cidade:

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The Redwoods – Whakarewarewa Forest:

É, o nome da reserva é esse aí mesmo: Whakarewarewa.

Mas pra facilitar há um nome em inglês também: Californian Redwood Sequoia Sempervirens. Opa, facilitou, heim!

Mas vamos lá, tem historinha: Por conta do desflorestamento que rolou no finalzinho do século XIX a NZ iniciou um grande estudo, plantando uma boa variedade de árvores para ver qual melhor se adaptaria ao solo e às condições climáticas do país. Reza a lenda que foram plantadas cerca de 170 espécies arbóreas de todo o mundo. E quem as plantou foram os detentos do sistema prisional da Nova Zelândia.

Das 170 espécies, menos de 10 se encaixaram nos propósitos econômicos e silvicuturais que o país procurava. Um tipo de Pínus foi a que mais funcionou e hoje é quem domina as florestas comerciais da NZ,  mas são as Sequóias Californianas que chamam atenção. As maiores árvores tem cerca de 70 metros de altura  e 170 cm de diâmetro (!). Diz que uma Sequóia, no seu melhor habitat, chega a viver entre 600 à 2.000 anos!

Essa planta não é utiizada na NZ para fins econômicos, então a floresta tornou-se um grande ponto turístico da cidade, permitindo belas fotos, boas trilhas, muito silêncio e muitos, muitos passarinhos cantando ao redor.

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Lindo demais, né?

Rotorua é uma cidade linda, tranquila e muito segura.
Se conhecer a Oceania é um projeto de vida, só posso dizer: VENHA!
A pacata e bela Nova Zelândia te espera ❤

com amor,
Patricia C

2 comentários em “Rotorua e os lagos coloridos”

    1. Quando rolar, venha, Ana. A Nz é linda e um país muito seguro, principalmente para mulheres que viajam sozinhas (ou em dupla etc).
      Sim, o lago é dessa cor, desse mesmo jeitinho. Incrível!

      Curtir

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