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Nova Zelândia e a hora de dizer adeus

Parece que foi ontem quando resolvi colocar minha câmera na bolsa e seguir para o trabalho. Os dias na alfaiataria seguiam seu ritmo e o céu estava azul, com um sol brilhante aos 6 graus do inverno de Wellington. Eu me sentia feliz ao voltar à clicar a cidade com uma qualidade um pouco maior que a do celular e por sorte, guardei essas fotos.

1_c 1_bvitrine de uma loja na Cuba St | Floricultura no caminho do meu antigo trabalho

Do último post pra cá passaram-se quase dois meses – o tempo, este danado – passa tão rápido que a gente mal dá conta de processar as informações.

E tanta coisa aconteceu: saí da alfaiataria, engatei um MONTE de trabalhos dentro de casa, dei aulas, me envolvi com gente querida, costurei com minhas amigas, viajamos pela Ilha Sul de carro, visitamos consulados, entregamos nosso apartamento neozelandês e pisamos em 3 continentes. Foi assim que me despedi da Nova Zelândia: num evento fugaz que só pôde ser minimamente processado durante 36 horas de vôo entre Wellington e Köln.

2_aprédio antigo – parte do meu caminho diário

Eu adorava viver na Nova Zelândia. A minha vidinha pacata, aquele mar todo e as lojinhas de tecido sempre fizeram com que eu me sentisse satisfeita lá. O mais engraçado é que o vento da mudança assopra fortemente e leva tudo de uma vez.
A vida foi mudando e de repente começou a aparecer um tanto de trabalho pra mim; ao mesmo tempo fui conhecendo pessoas muito legais e me envolvendo com elas; e começei a dar aulas e de repente era hora de ir embora. Como assim??

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1_avitrine de uma loja de tecidos e vitrine de uma loja de decoração e presentes na Willis St.
Diz se esse lenço não está um amor?

O final de Agosto e o mês de Setembro foram tão corridos que algumas horas  eu me sentia patinando num piso molhado com detergente e água: era divertido mas mal dava pra curtir direito por conta do perigo. E meu perigo era a falta de tempo para fazer todas as coisas que eu queria fazer.

Duas viagens programadas, alguns consertos/ajustes para entregar, um vestido e um casaco para fazer, aulas de costura, burocracias com documentação, venda de tudo o que dava pra ser vendido e se despedir das amigas. E que saudade delas! **

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rosa5 4♥ Miky, Inessa, Dudu, Sami, Emi, Rapha, Laila, Ellyy 
Nossos jantares, cafés e rolês ♥

Tem pouco mais de um ano que me caiu a ficha que a Nova Zelândia havia sido o meu local de realização. Foi lá que eu realizei o sonho de viver em outro país, de desenvolver uma segunda língua, de morar perto do mar e de sentir a neve. Quando isso me caiu a ficha, tornou-se o alívio para os dias difíceis ou para quando a saudade apertava.

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A neve vista de cima. Desculpe o linguajar, mas só um “caralho, que lindo” cabe aqui.

Dentre as dores e delícias de ser uma expatriada, fui muito feliz nesses quase dois anos neozelandeses. Só que realmente foi mais rápido do que eu imaginava. Ok que não fomos para a NZ pensando em ficar lá por muito tempo mas também não imaginei que me mudaria tão de repente. Mas valeu. Valeu conhecer cada pessoinha de um cantinho do mundo, valeu comer o melhor roti do planeta, ver os lagos coloridos e paisagens deslumbrantes. Valeu trabalhar numa alfaiataria que foi quase uma pós graduação pra mim, valeu até chorar de saudade.

Foi bom, muito bom.

marzao

NZ está no meu coração. Quem sabe um dia a gente volte à se encontrar, não?
Hei konã rã Aotearoa*
Foi ótimo viver em você

com amor,
Pat

 

 


 

* obrigada, Nova Zelândia – na língua Maori. Aotearoa é o nome Maori para NZ e significa terra de longas nuvens brancas.

** sorry, usei o feminino porque são a maioria.

16 comentários em “Nova Zelândia e a hora de dizer adeus”

  1. Nossa Pati! Mas já? Parece que foi ontem que você procurava casa pra sua gatinha! Que bom que teve uma experiência maravilhosa aí. Eu também quero morar fora um tempo mas acho que ia sofrer super com a distância 🙂

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  2. Patitas, ler seu post tão pessoal e cheio de emoção e conquistas para mim é como ler um capítulo de um livro. Me senti imaginando uma personagem, como no Tempo entre Costuras. Forte, sempre sensata, sempre ponderada e atrás dos objetivos. Te admiro tanto. Um beijo, amiga linda. Saudade giga!

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    1. Mazitas ler seu comentario é como te dar um abraço. Como eu AMO!
      Nem sei o que dizer… só posso te agradecer por estar sempre perto e sempre presente.
      Beijo grande,
      Pat

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  3. Lindo Post! Me emocionei e vou sentir muita falta das suas postagens sobre NZ e seus modos de vida, amava!!! Felicidades na sua nova vida… 🙂

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  4. Boa Sorte Patrícia! Acompanho aqui as suas histórias e é realmente como se estivéssemos lendo um livro! Passo sempre por aqui para ler as novidades. Você passa muita emoção nas linhas que escreve. Espero que continue com o blog. Admiro muito a forma como você encara a vida e me identifico bastante com a sua história de vida. Também amo costurar, embora o tempo muitas vezes me impeça de investir mais tempo nesta arte maravilhosa! Se um dia voltar ao Brasil e voltar a dar aulas de costura, com certeza vou querer ter o prazer de ser a sua aluna.

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    1. hahaha que lindo, Renata! Uma hora voltarei sim.. porque morar fora é ótimo, mas não sei se vou ter estômago pra sempre rs.
      Fico feliz que tenha gostado do post, não deixarei de postar não. Beijo grande,
      Pat

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  5. Te conheci ontem procurando modelagens de bolsas, e gostei muito de ti, seu carisma, simpatia, sempre sorridente assim como eu, amo sorrir.
    E acabei vindo ao seu site, bem legal!
    E estou adorando os vídeos. Parabéns!
    Eu comecei há mais de um ano, primeiramente em papelaria personalizada, mais depois me encantei com outras coisas, bonecas, cartonagem e por fim as bolsas e carteiras. E quero muito ficar nesse meio dos tecidos, trabalhar com tecidos é muito gratificante, Estou amando. A minha mãe nos criou três moças, costurando para fora junto com a minha avó. Eu conheço muito essa vivência de ser filha de costureira. Muito obrigada e foi um prazer tê-la conhecido.
    Se quiser conhecer o meu trabalho: https://www.facebook.com/kauemalu/ http://www.kauemalu.com.br/ Gosto muito de falar, espalhar o amor: https://www.facebook.com/kaucomamor. Um beijo.

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  6. Oi Pat!!! Que texto lindo! Realmente vc consegue transmitir uma emoção muito grande. E que fotos hein? Muito lindas também. Que a felicidade seja uma constante na sua vida em qualquer lugar que estiver. Boa sorte!!!! Bjss

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  7. Oi, conheci voce hoje, quando navegava um pouco pelo you tube, e já viajei um pouco – coisa boa é viajar. Também costuro, só que com menos conhecimento: aprendi a costurar na marra com 13 anos porque me faltavam roupas (ganhava das primas ricas kkk); fiz minha primeira calça comprida (não se usava na época), até com bolso bordado!!! Só tirei quando ela desmanchou. Admirei o capricho das suas costuras, já está nos meus favoritos. Moro no Brasil, Rio Grande do Sul, Santo Ângelo, tenho 71 anos e me aposentei como costureira.
    Beijos

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