costura, textos

As costuras que fiz no Brasil

Ou que pelo menos tentei fazer, vai!
Digo isso porque tenho certeza que coloquei os pés pelas mãos na minha temporada brasileira.

Primeiro porque cheguei ao Brasil querendo fazer mil coisas e em poucas horas fiz uma lista do que queria costurar. Coisas pra mim, presentes, coisas pra família… a lista só crescia.

Recebi até mensagens no falecido Snapchat perguntando se eu iria fazer tudo aquilo apenas na temporada brasileira e olha, que piada, não? Claro que não consegui fazer tudo. Ainda assim fiz bastante coisa:

vamos lá:

1- O vestido amarelo.

Ahm, Cris Lumi ❤

Encontrei este tecido e fiquei enlouquecida nele. Achei a estampa tão bacana e a composição de cores tão bonitas que comprei logo alguns metros sem pensar muito. Cortei esse vestido sem ~ prestar muita atenção ~ e fui costurando dando já os acabamentos necessários.

Fiz peça piloto? Nãaaaao.

Fiz prova antes de acabar o vestido? Nãaaaaao

O vestido me coube? Nãaaaaao

Pois bem querida leitora / leitor, o vestido cabia eu e vc dentro
Mentirinha, cabia uma pessoa manequim 40 e eu fiquei à ver navios. Ofereci ele à venda no Instagram e uma amiga de longa data  quis comprar. No dia da entrega, levei o vestido animadona pois sabia que seria um encontro regado à comida árabe e boas histórias.
Você vai acreditar se eu disser que quando ela provou o vestido, o danado caiu no corpo dela como luva? Que ficou perfeito, sem tirar nem pôr?
Quase não acreditei e fiquei mega feliz, o vestido estava perfeito na Cris. Não coube em mim mas a vestiu muito bem =)

obs. ainda não fiz um pra mim.

2- vestido recortes

Há tempos eu estava querendo fazer este vestido.
Havia imaginado ele mas não iniciei o traçado da modelagem na Alemanha então aproveitei para fazê-lo na casa de minha mãe em SP. Problema é que eu queria vestir o vestido em poucos dias e por conta da correria só fiz fotos de quando fazia a peça.

Iniciei pela base do vestido feminino, fiz as adaptações de modelo e o piloto para prova. O piloto ficou mais justo do que eu imaginava e o detalhe da barra, bizarro. Fui lá eu fazer os ajustes pro vestido caber e cor pra costurar o vestido.

No final a cintura ficou larga e eu saquei que o tecido que usei também não foi o ideal. Usei um tecido leve (um tipo de tule) e no inicio o imaginei com um tecido mais encorpado. Vou fazê-lo novamente no linho e acredito que terá o caimento que imagino.

3- Blusa Marcia

Marcia é uma de minhas irmãs e eu quis fazer um presente pra ela.
E foi exatamente neste projeto que eu me enrolei com força.

Eu havia acabado de fazer uma cirurgia nos olhos e não tinha a menor condição de costurar, mas como ela estava em casa, coloquei ela na máquina e fui dando as instruções. Mas ao chegar na metade da blusa, percebemos que estava grande demais pra ela =(

Como eu estava com a vista cansada (e ela tinha que ir para a casa dela) paramos a costura e eu fiquei de terminá-la mais pra frente. Problema é que os dias se passaram e eu não consegui terminar. Acabei voltando pra Alemanha e deixando o projeto no meio do caminho e minha mãe na função de “salvadora das costuras” – risos – . Ela que terminou a peça.

Mas, antes de voltar (e, sabendo que a blusa estava longa demais) usei o restante do tecido para prolongar a peça e ela virar um vestido. Acho que ficou bem bom.

A gola tem um detalhe de babado e as mangas são godê. Fiz ambos forrados e ficaram bem bons. Obrigada mãe ❤

4 – Piloto do vestido da Yasmin

Yasmin é minha sobrinha neta. Ela é filha do meu sobrinho Douglas que é apenas 4 anos mais novo que eu e tem uma filhinha de 3 anos. A festa de aniversario da Yaya foi com tema “Minnie” e eu resolvi fazer o vestido. Não quis fazer um vestido literal porque queria fugir da cara de fantasia, afinal, a idéia é ela utilizar o vestido outras vezes.

Então primeiro fiz um vestido-piloto com tricoline verde pra ela provar. O vestido ficou ótimo mas infelizmente,  pequeno.

(veja aí mais uma vez a importância da prova).

Como este vestido estava feito num tecido de qualidade e com todos os acabamentos, passei ele pra minha outra sobrinha neta que é dois anos mais nova e logo vai poder vestí-lo.

Só não encontrei todas as fotos 😦
E ele estava tão bonitinho. A manga ficou perfeita ❤ 

5- O vestido da festa da Yasmin

Sim, aqui tenho fotos, risos.

Depois do primeiro teste do vestido, cortei os tecidos certos sem medo, afinal, sabia onde precisava aumentar para caber na garotinha. Aqui segue algumas fotos de quando eu estava costurando e o resultado ficou tão bom que foi só amor.

Aqui, no dia da festa. Essa bichinha tava de cara fechada comigo porque no dia que ela foi buscar o vestido, ela aproveitou e COMEU meu batom (!).

Quando meu sobrinho a viu com a boca toda suja de batom, a mocinha começou a chorar achando que eu iria brigar com ela. Questão é que j-a-m-a-i-s brigaria com ela por isso (hahahaah) afinal, é apenas um batom. Ela continuava chorando descompensadamente e nós rimos e deixamos pra lá (ficamos foi preocupadas com a menina tendo comido um batom!)

Depois disso ela passou a fugir de mim e no dia da festinha não queria tirar fotos. Ah garotinha, só um clique, vai!

6- Blusa Marlene

Marlene é  minha irmã e a blusa nunca existiu. Fim
HAHAAHAHAHAHA
É verdade. Só compramos o tecido no Brás (um rayon) e ficou pra minha mãe costurar pra ela.Sorry mana.

7- as Jaquetinhas da Manuela

Manuela é filha da minha amiga, Alessandra.
Sagitariana como eu, faria 5 anos enquanto eu estivesse na Paulicéia, então decidi costurar uma parka pra ela. E o tecido escolhido foi esse tricoline estampado lindão que tenho guardado há alguns anos e sou apaixonada pela estampa.

Mas quem disse que serviu?

Na verdade até serviu, mas estava ali – no limiar –  sabe?

Então decidi costurar outra um pouco maior e deixei ela escolher o tecido. Manuela escolheu o tricoline com glitter e ficou felizona com o resultado.

Yasmin então levou a florida (garota de sorte)
obs. O molde da Parka está na revista Burda de Nov ou Dez/2016 na sessão infantil.

8- Presentes Marcia e Erica

Seriam necessaires, virou presença numa tarde de conversas e açaí.
Que pena, mas não deu pra costurar mesmo 😦
(da próxima vez levarei os presentes costurados daqui de casa)

9- Presente NNNN

Nana Gadelha é uma amiga que teve um bebê (a criança mais linda de Salvador) e eu queria presenteá-la também.
Mas não deu tempo =(

De qualquer forma, escolhi um tecido lindão e a presenteei. Espero que ela tenha encontrado uma costureira ponta firme pra assim costurar uma peça tão bonita quanto ela (tarefa árdua, querida costureira, vai ter que ralar!)

4- A blusa da Má

Marcela é uma amiga querida que teve bebê exatamente no período em que eu estive no Brasil. Meu primeiro desejo foi fazer um presente para o bebê, mas oras, o bebê ja ganha muito presente, não? Decidi então fazer um presente para a mamãe.

Eu havia comprado uma renda há poucos dias e pensei em fazer uma blusa à partir dela. Problema é que quando terminei a blusa achei que a peça não estava a cara dela e a dúvida pairou sobre mim. Ainda assim levei pra Má provar e ela gostou 🙂

Voltei pra casa pra terminar a peça às pressas (meus dias estavam acabando) e quando eu estava quase terminando a blusa, dei um pique que CORTOU a peça perto da gola.

Repito: CORTOU a blusa preto da gola.

O que a gente faz? Chora?

Juro que quis desmaiar, tamanha decepção. No fim das contas trouxe a blusa pra trocar a parte cortada aqui na Alemanha e não a terminei a tempo de minha mãe levá-la de volta para o Brasil. Pior vai serela ler isso aqui em publico e saber que o presente dela a inda não está à caminho. Mas estará, querida. Dreams come true hahaha

O que eu aprendi com tudo isso? Que não dá pra costurar TUDO em pouco tempo com mais mil compromissos à cumprir e coisas pra querer fazer. Minha primeira viagem pro Brasil foi uma coisa tão cheia de sentimentos (os esperados e os inesperados) e com aprendizados tão grandes que olha, difícil esquecer.

Eu queria que tivesse sido apenas leve e divertida.
E foi uma viagem corrida, calorosa e divertida.
Como as coisas boas da vida costuma ser.

No próximo post vou falar dos encontros que rolaram no Brasil, tanto o do Sesc que marquei via blog/Youtube e os não marcados mas também bons de serem vividos.

Boas costuras,

Pat

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