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Quem inventou a máquina de costura?

 A primeira máquina de costura propriamente dita, com algumas características da máquina moderna, foi patenteada em 1790 pelo inglês Thomas Saint. A máquina que ele criou era para trabalhar em couro, e tinha uma sovela que se movia verticalmente, para fazer os furos por onde passa o fio.

O alfaiate francés Barthélemy Trimmonier patenteou uma máquina, para costurar tecidos, 40 anos depois. Apesar de ter recursos modestos, em 1841 Barthélemy já tinha fabricado e posto a funcionar em Paris cerca de 80 máquinas, mas um grupo de operários que temia o uso das máquinas destruiu suas oficinas. 😱

Depois disso o inventor ainda conseguiu duas patentes por melhoramentos e, em 1845 tentou também registrá-las na Inglaterra e Estados Unidos, mas não obteve sucesso.

Em NYC um outro inventor realizava experiências, ao mesmo tempo que Barthélemy: Walter Hunt. Este criou a agulha curva, com um furo na ponta. A agulha conduzia o fio através do tecido e formava uma laçada. Durante vinte anos Hunt lutou em vão para obter uma patente que lhe garantisse os direitos do seu invento.

A primeira máquina de costura de uso prático foi patenteada por Elias Howe em 1846, e este foi o felizardo que passou para a historia como seu inventor – embora tivesse de lutar arduamente para isso, inclusive pelos tribunais. Um de seus principais adversários foi Isaac M Singer, que obteve a patente de uma máquina de costura em 1851. Já em 1850 Allen B. Wilson havia patenteado a máquina com um gancho oscilante para colher o fio superior*; em 1856, James Gibb lançava a máquina de costura que trabalhava com um só fio.

foto com ilustração de duas maquinas de costura antigas

Como a máquina de costura revolucionou a industria da confecção, expandiu-se bastante e hoje em dia contam-se cerca de 2.000 tipos de máquinas – algumas inclusive bastante especializadas. As partes básicas da máquina, entretanto, são as mesmas: a agulha com perfuração na ponta, o gancho giratório e a lançadeira deslizante. A forma de acioná-las é que mudou radicalmente nos últimos anos: de manivelas e pedais, hoje chegou-se aos modernos motores elétricos, que são muito mais rápido e poupam muito cansaço de quem costura.

 (texto extraido do livro “Curso básico de corte e costura” de Dener Pamplona de Abreu )

–> veja aqui minha agenda de aulas de costura em São Paulo

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“Erótica É A Alma”

Uma Reflexão De Adélia Prado – Por Fabíola Simões (AQUI)

Adélia Prado certa vez escreveu: “Erótica é a alma”. Além de poética, a frase é redentora, pois alivia o peso da sensualidade a qualquer custo, a busca desenfreada pela juventude perdida, a corrida pelos últimos lançamentos da indústria cosmética.E nos autoriza a cuidar mais da alma, a viajar pro interior, a descobrir o que nos completa. Pois se os olhos são as janelas da alma, de que adianta levantar pálpebras se descortinam um olho de súplica?

Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é a alma que aceita as suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.

Por que não adianta sex shop sem sex appeal; bisturi por fora sem plástica por dentro; lifting, botox, laser e preenchimento facial sem cuidado com aquilo que pensa, processa e fala; retoque de raiz sem reforma de pensamento; striptease sem ousadia ou espontaneidade.

Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.

O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar.

Não tem problema cuidar do corpo. É primordial ter saúde e faz bem dar um agrado à autoestima. O perigo é ficar refém do espelho, obcecado pelo bisturi, viciado em esticar, reduzir, acrescentar, modelar – até plástica intima andam fazendo!

Aprenda: bisturi nenhum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

Cuide do interior. Erotize a alma. Enriqueça seu tempo com uma nova receita culinária, boas conversas, um curso de canto ou dança. Leia, medite, cultive um jardim. Sinta o sol no rosto e por um instante não se preocupe com o envelhecimento cutâneo. Alongue-se, experimente o prazer que seu corpo ainda pode lhe proporcionar. Não se ressinta das novas dores, da pouca agilidade, dos novos vincos. Descubra enfim que a alegria pode rejuvenescer mais que o botox.

E não se esqueça: em vez de se concentrar no lustre da maçã, trate de aproveitar o sabor que ela ainda é capaz de proporcionar…