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A blusa turquesa Liberty

Depois dos últimos posts sobre Londres, pulemos para Nova Zelândia / 2016

Daí que a loja de tecidos que fica perto da minha casa & tem a melhor seleção de tecidos ever enviou um email dizendo que eles haviam recebidos um lote inicial de tecidos Liberty. Um dia depois do trabalho, corri pra ver.

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Confesso que não me animei muito, eram cerca de 10 ou 15 estampas com preços bastante salgados pro meu bolsinho de assistente de alfaiate e deixei pra lá. Mas como o diabo mora ao lado, em poucos dias recebi outro email informando que o lote completo dos tais tecidos estava na loja. E OLHA, gente, quanta coisa!

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Não sei dizer ao certo quantas estampas eram, mas mais de 50, certeza. E em bases muito diferentes, ou seja, havia a possibilidade de encontrar mesma estampa no algodão ou cetim, na seda, no chiffon etc etc.. até malha com estampas lindas havia na loja (essas eu  nunca havia visto). Confesso que fiquei completamente apaixonada com aquela precisão absoluta nas estampas e com cartela de cores uma mais linda que a outra. Pena que minhas fotos não fazem jús à coleção, de verdade.

Ainda assim, deixei os danados lá – afinal, seremos honestas, eu  não preciso de tecidos, right? – Mas um dia a loja ofereceu 30% e corri pra comprar essa seda verde. Eu estava de olho em uma estampa uva, mas é basicamente a cor  que eu sempre compro e costuro, então decidi variar. Esse tom de turquesa escuro funciona com as outras coisas que já costurei e seria realmente um diferencial. Quis costurá-lo na hora.

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Já que, mesmo na promoção o tecido não havia sido barato, pensei em fazer uma blusa básica para aproveitá-la o máximo possível, assim como ESTA que uso à torto e direito e amo, amo <3. Cortei na mesma noite e entrei madrugada à dentro costurando (logo mais vou atualizar o post com o snapsave que precisa ser editado).

Abaixo, a blusa ornando com minha maquininha:

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Por fim, a blusa pronta, usando a mesma modelagem da anterior. Fiz um pouco mais larga que a pink e adicionei uma prega fêmea nas costas. Por dentro, todos os acabamentos em viés de cetim.

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Confesso que tenho um certo tesão em fazer a peça bonita por dentro. É meu segundo maior desafio (o primeiro é fazer uma modelagem boa e acertada). A blusa no manequim:

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No fim, apesar do tecido ter sido um pouco mais caro que os que costumo comprar, compensa ter gasto $32 e ter uma blusa num material de qualidade e com uma estampa/cor diferente das que tenho. Pensemos: com $32 compraria uma blusa bonita com um tecido sintético em uma fast fashion ou uma camiseta simples com uma malha boa. Então por essa conta, valeu o custo.

Amanhã farei uma foto com a blusa no corpo e atualizo aqui o post, assim como o snapsave da costura completa.
Boa semana,
Pat

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Um vestido, mil caminhos

Já havia estudado modelagem há uns anos no Senai, em seguida Senac e tempo depois, com uma professora particular. Também já estudei um pouco de moulage e, conversando com uma moça no Instagram, expliquei pra ela que considero a moulage mais fácil de começar pois a moulage é muito mais orgânica, em pouco tempo você começa a ver a peça pronta*. Na modelagem não, a gente risca, risca e risca e nem sempre sabe se aquilo vai vestir bem, ou se a proposta no traçado vai acomodar bem o tecido no corpo. É um desafio.

Por conta disso, ano passado voltei a estudar modelagem porque o que eu sabia não era suficiente. Nunca é. E desde então tem sido uma experiência tão boa e tão diferente dos estudos anteriores pois jamais tive resultados tão legais e isso tem tornado o processo animador: agora os moldes encaixam direitinho, uma benção!

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Uma das últimas peças que tracei foi este vestido acima.
Ele não tem muito segredo – é até parecido com o que fiz pra minha sogra (aqui) e depois costurei um pra mim (aqui) – a diferença é que fiz este sob medida e, desde o traçado inicial, a prova da tela e o piloto ficaram bem bons.
Como sempre meus moldes recebem tantos ajustes  (neste caso, o decote da frente que eu queria bem alto e as costas em V) que o molde fica assim, todo sujo de traços e recortes (acima), mas acabo achando tão bonito que nem passo à limpo. É a história dele, o processo.

2 3O tecido:

O tecido tem uma historinha boa: Um dia recebi um emailmkt da loja de tecidos mostrando as novidades e vi essa estampa. Achei a danada linda e corri na loja para ver o tecido de perto (essa loja fica pertinho da minha casa, um perigo!) e quando cheguei lá, eles não tinham essa estampa, só a irmã dele (este aqui, azul marinho florido). Fiquei meio desanimada mas, mesmo amando o azul, deixei para comprá-lo outro dia.

Daí que voltei pra casa e fiquei pensando loucamente no tecido azul marinho por alguns dias. Queria voltar lá e comprá-lo de qualquer jeito. Dias depois recebi outra mensagem da loja dizendo que eles fariam uma promoção para clientes inscritos (oiêêêê!) com 40% de desconto na semana seguinte. Era a minha chance!

Cheguei lá no primeiro dia bem cedo e, – vc viu o tecido azul? Não? Nem eu!

Alguém correu e comprou o rolo todo na semana anterior.
Fiquei arrasada, mas tão murcha e desolada – hahaha –  que a vendedora (que me conhece de outros carnavais) falou que ia dar um jeito e procurar o tecido nas outras lojas da rede pela Nova Zelândia.

Assim sendo aproveitei e falei: moça, se vc vai procurar, veja se encontra esse aqui também? Mostrando a foto do tecido deste vestido pelo celular.

Em três dias eu estava com os dois tecidos em casa e com o bolso pelado. Mas feliz!

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Costura e acabamentos:

A costura não teve nenhum grande segredo: overloque em todas as partes, costura reta, zíper invisível nas costas e o forro por dois motivos: 1) porque sim; 2) o tecido é levinho (voil de algodão), então é meio transparente, ne?

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No traçado decidi não fazer a saia muito rodada porque eu não queria que ficasse fofo demais, afinal uma estampa floral + saia rodada = look boa moça, risos.

Aqui o vestido no corpo, no finalzinho do verão:

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Na outra foto dá pra ver um pouco das costas do vestido, que é um decote em V acabando acima da linha da lingerie. O forro é cerca de 4 cm menor que o vestido.

Gostei muito dessa peça, muito. O vestido ficou muito certinho no corpo e, como nunca antes, ele coube em mim, não eu nele. Já virou um queridinho no armário mas agora tenho que esperar o próximo verão pra usá-lo.

Beijo,
Pat

 

OBS1: * O que falei lá em cima sobre a moulage: Não é que eu ache todo o processo da moulage mais simples, pelo contrário, acho inclusive bem desafiadora também, mas iniciar os estudos em moulage dá uma visão ampla da construção da roupa 3D mais rapidamente do que fazendo modelagem planificada. Acho o processo inicial mais rápido e mais motivador.
OBS2a história desse vestido continua em breve, num próximo post =)