10
    jan
    2017
    0

    Encontrinho em SP – Sesc Belenzinho

    Oiê,

    Este post é só pra confirmar nosso encontrinho neste domingo 15 de Janeiro as 15:00 hrs no Sesc Belenzinho  em São Paulo – SP

    Tive que mudar a data porque eu fiz uma cirurgia nos olhos e quinta feira tenho retorno no médico e vou retirar a lente que foi colocada na cirurgia. E eu não sei como ficará minha visão no dia seguinte (a própria sexta), ou seja, melhor manter um repousinho e ficar no escuro para que meus olhos descansem e eu esteja ok no domingo.

    Então bora nos ver no domingo? Vou levar um presentinho bobo de costura para sortear entre as pessoas que forem. Mas é só uma lembrancinha mesmo =)

    Ahm, quem for de Salvador e região, será que a gente consegue se ver na sexta feira dia 27/01 no finalzinho da tarde? Estarei eu e mamis nessa terra maravilhosa e seria legal encontrá-las.

    Quem quiser falar comigo,me mande email no [email protected]

    Estou animada demais! Quem vai?
    Até domingo na comedoria do Sesc Belenzinho,

    Pat

     

     

    1
    jan
    2017
    0

    Obrigada, 2016

    São 08:45 da manhã do dia 31 de Dezembro e ao acordar, me dei conta que eram 23:45 na Nova Zelândia. Quase Ano Novo.

    Esse fuso horário é tão louco, longo e extenso que tem horas que acho engraçado lá ser tão “o futuro” – nem parece que eu vivi alí com este mesmo fuso de +15h. E ver minhas amigas comemorando a virada do ano ainda da cama, pelo celular, me faz lembrar de varios momentinhos delicia que passei na terra média. E, mesmo sem querer, os pensamentos entram em retrospectiva.

    Eu sei que 2016 não foi um ano legal pro planeta ou pro nosso Brasilzinho mas eu não tenho do que reclamar. A vida é muito generosa comigo e acordar diariamente com todas as minhas funções vitais em perfeitas condições me faz ser grata todos os dias. Pode parecer bobo, mas ter a noção real de que minhas pernas me levam à todos os lugares, de que meu cérebro processa as informações e que minhas mãos permitem meu oficio favorito, tudo isso me enche de gratidão. Tenho comida na mesa, um marido massa, minha mãe por perto e bons amigos, ou seja, não posso reclamar.

    2016 me permitiu conhecer e conviver com pessoas incriveis e não há preço que pague essa alegria. Laila, Inessa, Erika, Erica, Dudu, Rosa das Antipodas, Ellyy, meninas do instagram e youtube (e são tão queridas!), Emi, Michela, Tchu, Leandro, Elis, Nega, Lu, Gabi, Dri, Carol, Ciba, Lilian, Debora, Mari, Isabella, Loo, Michele Am, Sandra, Vivi, Ma, Zezinha, Nana… tanta gente que vou ficar devendo nomes por aqui. A vida é muito boa.

    2016 nos permitiu passar o ano novo com meus sogros e isso foi muito legal. Me deu experiência e conhecimento no trabalho da alfaiataria, engatei os videos no youtube, fiz roupas sob medida, trabalhei no Afrika Fashion Festival, fiquei com cabelos imensos, conheci Rotorua, Christchurch, Queenstown, Sydney, Singapura, Bruxelas e me mudei pra Alemanha. 2016 foi o ano que eu pude abraçar minha mãe, apertar as gatas e rever minhas as amigas.

    Até o sol brilhou forte nos dias em que estive em Ubatuba e o bronze voltou à fazer parte do meu corpinho. Que festa é o verão.

    1Um pedacinho de Wellington vista de cima, no dia da despedida do Raphael.

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    Eu, o cachorro e a mão da motorista mais ponta firme dessa terra média hahaha

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    Eu e Raphael na Art Gallery of New South Wales – Sydney 

    4Ai, meu crush da Ocenia: Sydney <3

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    A compra que valeu a pena: essa maquininha polaroid que nos deixa lembranças lindas!

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    Mais uma vitrine com looks lindos (dentre tantas que fotografo)

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    Paleta de cores lindissima em Köln – Outono maravilhoso
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    Meus sogros e minha mama depois de um almoço bom 10

    Cocs, Lola, Pretinha. Faltou só a Domeio

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    Sala São Paulo. Obrigada eternamente, Ana. Foi demais!12

    Riviera de São Lourenço. O pôr do sol tava tão lindo que tudo, absolutamente tudo ficou cor de rosa. Pena que o celular só capturou metade. Mas vale a lembrança

    2016 foi mais um ano que passei grudada nesse omi tão bacana que a vida me deu, esse palhacito que me faz rir diariamente e faz as comidas mais gostosas desse planeta. Parabéns pelos prêmios recebidos pelo seu trabalho tão primoroso, Rapha. Vc é bom em tudo o que faz e é uma delicia dividir a vida com vc (seu chato!) hihihi.

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    Houve dias tristes sim. Chorei de saudade, senti medo de perder pessoas queridas, me cansei procurando um novo emprego, engasguei no inglês e me irritei diversas vezes com um contrato filadaputa na qual eu estava amarrada. Felizmente me livrei desse transtorno e quanto às tristezas, apesar de chatear na hora, é muito pouco pelo tanto de coisas legais que vivi.

    Até a mudança repentina de país foi encarada com alegria e diversão. Realmente não esperávamos mudar tão rapidamente da NZ mas a oportunidade de irmos para outro canto do mundo e experienciar novas situações era realmente excitante. E, apesar de ser trabalhoso esvaziar um apto, vender tudo rapidamente e doar o que dava pra ser doado, mudar foi mais uma experiência legal. Conosco ficaras as lembranças daquela cidade delicinha e da vida que levávamos lá e os amigos que a vida nos deu. O restante eram coisas materiais.

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    Bolinhas de vidro para enfeitar a árvore que vi na feira de Natal em Köln. Aquele senhor alí atrás estava fazendo uma à uma, artesanalmente. Uma preciosidade sem tamanho.

    E assim mais um ano se foi. Um ano bom onde novamente vez realizei alguns sonhos e vivi bem. Viver bem (pra mim) está relacionado aos meus desejos de vida, meus valores e um misto de equilibrio e paz. E assim foi.

    E que 2017 seja um ano onde eu me movimente mais, onde eu faça mais coisas e coloque em prática os planos que procrastinei em 2016, os cursos que não finalizei e os livros que não li. Eles continuam ativos pois fazem sentido na minha vida e é hora de botá-los em prática. Realizar novas coisas, dinamizar a vida, melhorar o inglês e aprender algum alemão está na mini-lista de projetos. Bora viver

    Feliz ano novo. Que seja feliz pra você também,
    com amor,
    Patricia C

    obs. comecei a escrever este post dia 31 cedinho e terminei dia 01. Que coisa! hahaha

    22
    dez
    2016
    0

    Encontrinho em São Paulo

    Oiê,

    Algumas pessoas sabem que estou em São Paulo e por isso recebi algumas mensagens pedindo para eu fazer um encontrinho aqui e… why not?
    Acho a idéia bem legal pra gente se conhecer e tricotar um pouco,
    Então vamos nos ver?

    Quando: sexta feira 13 de Janeiro as 19:00hrs
    Onde: ainda não sei. Sugestões?

    Quer ir? Deixe um comentario aqui ou me escreva no [email protected]@gmail.com só pra eu ter ideia de quantas pessoas querem ir e pensar num lugar que acomode legal todo mundo.

    Tô animada!
    Beijo e bom natal,
    Pat

     

    21
    nov
    2016
    0

    Máquinas de costura antigas e fofíneas

    Há pouco mais de um mês passei a procurar uma máq. de costura para chamar de minha.
    Como comentei aqui que tive que vender ou doar tudo o que tinha para me mudar. E tudo significou tudo mesmo.

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    foto de uma miniatura que uma leitora me enviou dia desses

    Confesso que minha idéia inicial seria encontrar uma outra maquina igual à que eu tinha. Além da bichinha ser linda e charmosa, o ponto dela era muito bom e costurava legal tecidos mais grossos. Assim sendo, passei a vasculhar os sites de segunda mão germânicos.

    Triste foi encontra-la por preços mais salgados do que eu gostaria de pagar =(
    Na minha anterior paguei míseros 35 dólares (ok, foi um achado, ela custa mais caro na NZ), mas aqui encontrei por 90 à 150 euros. EUROS!

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    Mas diz aí se não é um amor de verdinha?

    No meio de Outubro encontrei uma máquina baratinha e usada. Era um modelo lançado entre os anos 1980 e 1990 e aparentemente estava em bom estado. A vendedora me disse que comprou para aprender a costurar mas não levou o hobby pra frente, então não sabia exatamente do estado da máquina. Quando a bichinha chegou e eu fui testar, a danada não costurava por nada, então falei com a vendedora e ela devolveu meu dinheiro e retirou a maquininha… Uma pena, porque a máquina aparentava ser resistente (lembrava a overloque que eu tinha!) mas vou falar disso depois no Youtube, risos

    Mas enfim,  este post é pra mostrar a quantidade de máquinas lindas que eu ando encontrando pelo caminho. Eu já conhecia a fama da alta qualidade das máquinas alemãs, só não imaginava que no passado houveram tantas fabricas diferentes e com gente tão criativa fazendo modelos bacanas e bonitinhos. Separei algumas, uma mais fofa e querida que a outra. E as malas? um amor!

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    A maioria delas são simples em recursos mas provavelmente, de alta qualidade. A verdade é que raramente essas máquinas de ferro dão problemas ou costuram mal. Nem corpo mole à tecidos grossos costumam fazer.

    Essas outras abaixo são mais curiosas. Como lidar com esse amarelão? Já imaginei um ateliê bem veranesco decorado com chitas e janelas enormes de frente para uma praia animada!

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    Bonitinhas, né? Confesso que se eu fosse cidadã “das Alemanha” com espaço em casa já teria comprado algumas delas, inclusive as duas minis da déc de 1960 coloridinhas em tons pastel que vi dia desses. A azul clara Adlerette, a Victoria e a Zundapp são muito bacanas.

    Pra fechar o post, comprei uma máquina de costura que estou esperando há dez dias. O vendedor não envia nunca, mas espero que chegue nos próximos dias.

    E vocês, quais são seus modelos favoritos?
    Escrevam aí nos comentários =)

    Espero que tenham gostado,
    Boas costuras,
    Patricia C

    13
    nov
    2016
    0

    Alemanha – primeiras impressões

    Depois de um vôo de quase 37 horas com escalas em Camberra (Austrália), Singapura (onde passamos um dia) e Istambul, chegamos à Alemanha. O céu estava azul e chegamos num sábado de manhã aos 18 graus.

    1ko cartão postal de Colônia, numa tarde bonita de sábado

    É engraçado chegar numa cidade nova e sentir aquele mix de excitação do novo x o sustinho de não entender absolutamente nada do que se ouve. Escrevo esse texto e lembro daquele nosso primeiro dia em Köln: em poucas horas começou a chover fino e o céu ficou coberto. Estávamos na Hauptbahnhof (estação central da cidade) e tínhamos horário para entrar no apto que alugamos e nenhum taxista podia nos levar pois estava rolando uma corrida grande (tipo São Silvestre) e com isso as ruas e avenidas estavam bloqueadas. E nenhum taxista falava inglês, o único que nos atendeu resolveu pegar a corrida porque tinhamos o endereço impresso e ainda assim o senhor deu 250 voltas na cidade e não conseguiu chegar nem perto da rua onde havíamos alugado um studio / kitnet.

    Pra ajudar, nossa mala – que já dava sinais iminentes de morte – quebrou.

    Chuvisco x não conhecer a cidade x mala quebrada + andar muitas, muitas quadras ahead.. Que dia! A gente ria tanto, ora de nervoso, ora de graça mesmo. Mas encontramos o apto :)

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    a primavera laranja que me “pegou de jeito” logo nos primeiros instantes

    Fomos para uma kit alugada no airbnb. Pequenininha e bem localizada, me apaixonei de cara pela árvore que tinha na frente. Ao lado, um trem passava constantemente me mostrando o quanto a cidade é movimentada e ativa. Era um apartamentozinho de uns 22m que nos recebeu super bem e me fazia sentir vivendo numa cidade vibrante*. Apesar da internet caótica, foi uma delicia ficar naquele espacinho míni.

    4k

    meu primeiro cafofo germânico. A paisagem mudava à cada dia:
    a temperatura caía junto com as folhas amarelas e secas

    Passei o primeiro mês inteiro lendo anúncios de apartamento, visitando imóveis localizados em ruas com nomes impronunciáveis (mentira, aprendi vários! ), encantada com as janelas floridas, fazendo visitas frequentes à Dm, olhando as vitrines arrumadinhas, recebendo mil dicas da Erica (minha mentora germânica), tendo experiências divertidas com a máquina de lavar e enlouquecida com os preços do supermercado, OMG!

    Bom, mas este post foi entitulado por “primeiras impressões” e não primeiras vivências (risos), então aqui vai minha lista anotada no celular no final da primeira quinzena:

    • A água tem um gosto estranhíssimo
    • Nenhum restaurante ou café serve água como na NZ
    • As ruas tem construções antigas e mega charmosas
    • Nem todo mundo fala inglês. Os mais jovens, sim. Os mais velhinhos, muito raramente.
    • Há muitos cachorros passeando pelas ruas com seus donos
    • As pessoas enfeitam as janelas com flores e plantas
    • A malha do metrô é bem abrangente e funcional
    • A caixinha de cotonete custa 0,30! omg!
    • A água termal grande custa 9,90€ !

    Parece bobo, né? Mas são coisas diferentes da rotina que eu tinha na Nova Zelândia e tudo realmente me chamava atenção. Assim, passei a anotar as pequenas coisas extra-ordinárias.

    Abaixo, fotos que fiz nas andanças enquanto saia para visitar apartamentos:

    5ko

    > floricultura que fica na rua de casa.. sempre rola uma paquera, sempre.

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    > um dos milhares de jardinzinhos lindíssimos que vejo. Olha esse vermelho, minha gente! 

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    > predinhos lindos. Esses parecem bordados ponto cruz 

    8ko

    > não sei o que falar sobre esse chão e essas folhas secas e amareladas. Só sei sentir paixão

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    > caminho no meio de um parque perto de um apto que amei, mas não fiquei.

    10ko> mais predinhos lindos. Merecem um post exclusivo.

    É isso! Acho que estou conseguindo colocar o blog em dia (o youtube ainda tá super no delay, coitado! ) e logo mais falarei das máquinas de costura que tenho visto aqui.
    Só pra fechar o post, o apto foi encontrado e já estamos instaladinhos e aquecidos. A temperatura tem caído bastante: foi de 18 pra 3 graus em 35 dias! E por falta de roupas um casaco quente foi providenciado.  =)

    AQUI tem um post falando sobre a saída da NZ e AQUI, desmontando o ateliê.
    No Youtube, muitos vídeos, vai lá!

    Boa semana,
    Pat

    obs2. Hoje rolaram vários terremotos na NZ e meu coração está com vc, meninas. Queria abraça-las. ❤️

    9
    nov
    2016
    1

    Desmontando um ateliê

    Editar os últimos vídeos feitos dentro do apartamento onde eu mova na Nova Zelândia (este , este e este) foram como mexer num álbum de fotos. Eu olhava cada frame do vídeo e pensava: mas gente, eu tinha tudo isso? Só que no instante seguinte lembrava que “tudo isso” foi vivido há cerca de um mês atrás.

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    Quando a Alemanha surgiu na nossa vida ficamos animados e começamos a estudar as possibilidades. Havia o medo da língua desconhecida mas também a excitação da cidade muito bem localizada geograficamente. Assim “tico e teco” começou a viajar pensando em todos os museus que poderíamos ir e também no tanto que a Europa poderia nos proporcionar em relação à deslococamentos, incluindo o fato de estarmos bem mais perto do Brasil. Os olhos brilhavam!

    Quando saí de São Paulo, trouxe comigo minhas malas bem recheadas de ítens, muitas desses, de costura. Na Nova Zelândia comprei muitas coisas, tanto porque precisava (máquinas, mesa, cadeira etc) como por oportunidade (manequins, tecidos lindos, revistas, livros, coisas bonitas de costura mas sem tanta utillidade etc). Aquele espaço onde eu gravava todos os vídeos era exclusivo meu e relativamente organizado, então eu ia deixando tudo lá. Quando soube que iria mudar, comecei a ficar preocupada, eu sabia que nem tudo caberia nas malas que eu tinha e fazer a seleção do que trazer não seria nada fácil..

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    Meu pensamento inicial foi bem simples: Vou separar o que realmente quero para levar. As coisas que gosto, que podem ser úteis mas que encontro em qualquer lugar, tentaria vender ou doar. No primeiro instante pensei em trazer as duas máquinas. Em seguida, pensei: 2 x 10k não é uma boa idéia.

    E nisso a overloque entrou rapidamente pra lista de coisas à vender, incluindo mesa, cadeira, manequim vermelho, tecidos e miudezas no geral. A verdinha viria comigo de qualquer jeito: eu a colocaria no fundo de uma das malas e rechearia a mala com minhas roupas e tecidos e ela viria protegidinha. ♥︎

    Então comecei a organizar a venda de todas as coisas da casa. Paralelo à isso, organizando documentos, vendo entrega de apartamento, fazendo minhas encomendas, organizando viagens e pesquisando passagens para mudar…
    Ahm, as passagens aéreas ✈︎ ✈︎ ✈︎

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    Um dos últimos trabalhos que fiz: consertos das bandeiras do Consulado.
    E chovia tanto nesse dia..

    As passagens aéreas

    Comprar tickets que nos permitiriam sair do começo-do-mundo rumo ao velho continente foi tipo tomar uma surra: à cada clique ardia um pouquinho as costas. Ou as passagens eram caras ou os trechos eram muitíssimo demorados – sim, no superlativo absoluto sintético – (risos!) porque demorados, todos os vôos saindo da Oceania são.

    No fim, achamos uma passagem legal: bom preço, boa rota e bom tempo de viagem. Sairíamos de Wellington dia 02 de Outubro e chegaríamos na Alemanha no dia 04, passando por Singapura e Istambul.

    Claramente lembrei de checar a franquia de malas e a informação não era lá muito clara: 30k.
    – 30 kilos o que? uma mala? duas de 30? Duas de 15? Qual a dimensão aceita?

    E com isso comecei a vasculhar todo o site da cia aérea. O site da Oceania, o site americano, o brasileiro e até a versão turca. Triste foi ver que a franquia de bagagem na classe econômica era 1x30k sem choro ou sem vela. Para business, 1x 40k e beijo no ombro.

    Mas existe a opção pagar por mala extra, certo? Sim, existe, mas quem decide o valor da mala exta é a própria cia aérea* e custava 35 euros o kilo adicional , ou seja, 10k = 350 euros. 30 kilos = MIL E CINQUENTA EUROS para levar uma mala.
    De boa, nem minhas coisas custam isso. Que balde de água fria.

    Também pesquisei: outras cias aéreas levando mala extra, correio, fedex (e afins), empresas especializadas em mudança de baixo custo (container no navio), empresas de mudança que compartilham o container etc etc etc. Nada era totalmente viável. Ou nossas coisas não se encaixavam nos requisitos (por serem poucas – comparando com mudanças reais onde as pessoas levam a casa toda) ou não cabiam no que era ok pagar.
    Além disso, enviar coisas para outro país não é nada simples, há uma burocracia gigante envolvendo todo o processo, incluindo listar item à item dentro da caixa, seguros etc.

    Não havia escolha, teríamos que deixar tudo pra trás.

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    No meio do olho do furacão: tentando encaixar as coisas na mala e separando “montinhos” para doar / vender

    Comecei preparando o emocional de que eu me mudaria com o mínimo AND que no fim, são apenas coisas.

    A máquina é linda? É, mas há outras máquinas no mundo (além da verdinha ser Sueca, bem possível encontrar alguma pela Europa). As revistas e os livros que eu tinha eram legais? eram, mas… Até o manequim azul, que eu achei que conseguiria desmontá-lo por ser de papel e trazé-lo dobradinho, entrou na dança.

    Hoje -um mês e meio depois- sinto falta de alguns livros e de alguns tecidos que deixei pra trás. Sinto até falta das máquinas (já que está relativamente difícil encontrar outra) mas é assim mesmo, toda escolha tem seu ônus e bônus e a gente escolheu mudar e as coisas não puderam vir. Bola pra frente.

    Mas pra listar:
    – a overloque foi pra Ellyy, que eu dei aula
    – a verdinha foi pra uma mocinha neozelandesa e costureira chamada Rachel
    – o manequim vermelho foi pra outra neozelandesa que começou à costurar há pouco
    – o manequim azul de papel foi comprado por um rapaz sapateiro
    –  tecidos, miudezas, revistas e aviamentos foram para duas amigas queridas

    Acho que quase tudo o que eu tinha e gerava certo apego foram para pessoas legais. E isso é massa! Eu sei que são apenas coisas, mas são coisas úteis e boas. E com pessoas bacanas ♥︎

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     última semana na NZ, terminando o vestido da Veronika e o casaco da Emi…. a casa já estava bem pelada

    Em Nov/2016 meu status é o de uma pessoa “sem nada”. Tenho alguns tecidos, duas réguas, minha tesoura, poucos aviamentos e algumas linhas.

    Por um lado, há uma sensação boa de não ter nada e ter a possibilidade de repensar isso, ou seja, comprar menos e acumular menos ainda. Também há uma sensação legal de continuar estudando modelagem, já que todos os meus moldes foram para o beleléu e eu vou refazer algumas coisas que não pude trazer (nem preciso falar nada sobre minhas roupas, certo? Os casacos de frio foram todos doados, inclusive aquele azul, novinho..)

    Mas enfim, é assim mesmo.


     

    Aprendizados dessa mudança:

    1) Não achar que tudo no Br é uma merda e nos outros países, tudo lindo. Veja só, nossa franquia de bagagem brasileira são duas malas de 32k quando a maioria dos paises não chega nem perto disso. A mesma passagem que eu comprei, saindo do Br seriam duas malas de 32. Saindo da NZ, 1 de 30.

    2) Fui pra NZ pensando seriamente em não acumular nada e, mesmo tendo pouca coisa, no final, eram mais do que eu imaginei. No fim, estava acumulando de novo.


     

     

    É isso. E está tudo bem.

    Love,
    P

    31
    out
    2016
    0

    Links – arte

    Pra começar, o portifólio da artista Amy Borrel.

    Nem vou falar muito, clique no link abaixo e passe horas em cada galeria. É uma alegriazinha na vida ver desenhos tão lindos e paletas de cores tão bem coordenadas numa delicadeza sem fim. AQUI

    Screen Shot 2016-10-31 at 11.52.37

     

    2) Um link muito querido: o canal Hoy es arte no Youtube [aqui]
    Raphael que me mostrou e desde então adoro ficar assistindo os videos desse canal. Alguns são curtinhos e pontuais, mas os meus favoritos são os que ele passam um dia com um artista. Nessa playlist aqui vc pode escolher pelo nome do artista, mas se tiver tempo e gostar de arte, vale ver todos. Todos.

     

    3) Maravilhoso, mas só vai fazer a cabeça dxs nerds: Curso de História da Arte da Unesp.
    Escrever essa linha acima me dá até paz no coração por saber que este curso está disponível para todos em altissima qualidade de conteúdo. E eu disse que era só pros nerds pq nada é resumido e o conteúdo é denso, tem que curtir mesmo.
    Mas cada aula vale a pena. AQUI

     

    Boa semana,

    Patricia Cardoso

     

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