12
    ago
    2016
    1

    Aulas de costura na NZ

    Julho foi um mês de mudanças inesperadas e, dentre as mudanças, a melhor coisa que me aconteceu foi poder voltar à dar aulas de costura aqui na Nova Zelândia.

    1aula

    Claro que eu mato minha vontade com o Youtube, realmente gravar os vídeos me satisfaz aos montes mas, tenho que assumir que sentar numa mesa e ver o desenrolar de projetos me traz uma satisfação incomensurável.

    Minha aluna é uma brasileira que já costurou antes, então pude pular toda a introdução com ela e planejamos fazer só as coisas que ela quer fazer. A primeira peça foi o vestido xadrez vermelho que ficou tão lindo, mas tão lindo que eu saltitei quando ficou pronto (quem me segue no Snapchat, viu!) AQUI tem vídeo.

    1au

    Depois começamos a fazer este meu vestido aqui. Ela o cortou em dois tecidos diferentes: um popeline levinho e um tecido acetinado meeeega leve (que não sabemos o nome) e ambos estão quase prontos. Todos forrados Screen Shot 2016-08-12 at 20.30.32O segundo vestido que ela costurou. Depois fotografo o preto.

    Outra coisa bacana que fizemos foi um rolê pelas lojas procurando máquinas de costura, materiais e tecidos bonitos. Como ela já havia costurado anteriormente, ela já tem uma idéia de tecidos e caimento, daí compramos as coisas pensando nos projetos que ela irá costurar e ficou tudo programadinho.

    A idéia à partir de agora é fazer duas blusas, uma saia longa, um vestido longo e um tubinho. UAU! Bom, vamos aproveitar enquanto é tempo e produzir. Tenho ficado bastante satisfeita com os resultados e com a experiência de voltar à dar aulas em casa. Como foi há cinco anos.

    Bom, depois posto outras coisas que tenho feito aqui,
    Beijo
    Pat

    29
    jul
    2016
    0

    Tecido de qualidade vale a pena, sempre.

    Dia desses tínhamos um horário reservado lá na alfaiataria para um senhor que solicitou uma reforma. Quando ele chegou, já engatou um papo contando histórias: havia comprado o terno há muitos anos, já o considerava modelo antigo mas, pelo fato de ser um terno querido, continuava usando. O problema era o forro, que precisava ser trocado urgentemente.

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    O alfaiate ficou lá conversando com ele e eu voltei para os meus afazeres. Quando o terno chegou até mim, reparei que o forro estava um trapo – bem puído, com alguns rasgos e até bolinhas – … “realmente era hora de trocar o forro”, pensei enquanto anotava algumas informações e medidas para iniciar o trabalho. Poucos minutos depois o senhor se despediu comentando: cuida bem da minha jaqueta, heim!? 

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    Mas enfim, esse post não é para falar sobre o trabalho da reforma, e sim sobre o tecido. Não tem como não reconhecer o valor de um material de qualidade numa peça atemporal. Num tempo de roupa super barata e sem qualidade que dura 6 meses [e vira lixo, ne? pense nisso aqui, ó! ], encontrar uma peça dessa é pensar que sim, vale a pena comprar um tecido bom para costurar nossas roupas. Clique na foto abaixo e repare no tecido do lado externo.

    Não havia um fio puxado na lã, nem bolinhas ou desgaste. Nada, absolutamente nada.

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    Pena que eu não tirei foto da etiqueta que fica dentro do bolso, com as medidas e o modelo. A peça datava 2007, ou seja, é um terno que há nove anos vem sendo usado e o tecido mantém-se perfeito. Acho que esse é o ideal das coisas: usar mais, durar mais, ciclar menos e consequentemente, gerar menos lixo.

    Tarefa difícil, eu sei.

    1te

    Outra cena recentíssima:

    Semana passada um rapaz levou uma calça social social mega velha (daquelas com o tecido bem surrado de uso e barra corroída) para fazer uma nova barra e retirar o tecido “carcumido” por pisar na calça ao andar. Fiz o trabalho, arrumei umas coisinhas extras na calça e fui passar no ferro.
    Foi nesse momento que as estrelas se alinharam e os anjos cantaram amém: a calça era velha sim, mas feita com um tecido de super qualidade.

    Como eu percebi? Na hora que aquele ferro maravilhoso entrou em ação, o tecido ficou todo bonitinho e a calça perdeu todas as marcas e ficou parecendo nova.
    Tem outra coisa: tem alguns tipos de lãs que não ficam brilhando após passadoria, então a calça fica zeradinha, sabe? Dá até alegria encontrar uma peça assim e agora, com a barra feita, tenho certeza que ele irá usar muito mais.


     

    Tecido de qualidade é amor, acho que sempre vale a pena comprar o melhor tecido que a gente possa comprar (veja bem, não estou falando para comprar o mais caro que a loja tenha, mas o que a gente consegue comprar sem esmagar o bolso) porque qualidade faz muita diferença.  No caso de iniciantes, vale comprar tecidos baratinhos para aprender, mas quando temos segurança no trabalho, vale o investimento.

    Eu tenho pensado nisso à cada dia. Sigo na minha vontadinha de não ter tanta coisa, mas que as roupas que eu tenha sejam de qualidade.

    E você, qual sua relação com tecidos? Comente aqui embaixo =)
    Até logo,
    Pat

    16
    jul
    2016
    0

    Alta Costura – Links

    Oi =)

    Este post é um complemento da série de vídeos sobre Alta Costura que tenho feito no Youtube. Para entender o que é e como funciona, ver os ateliês, tecidos e inovações, clique >> AQUI.

    kevin-tachman-backstage-christian-dior-spring-2016-couture-04backstage Dior Haute Couture  2016 – foto kevin-tachman

    Bom,confome prometido vou compartilhar neste post os links de vídeos que tenho assistido. Vou tentar manter este post sempre atualizado e organizado porque acredito que possa ser útil para todo mundo =)
    Todos os vídeos são em francês e alguns em inglês, mas com as imagens dá para entender bastante coisa, então aproveite cada um deles =)

    LESAGE BRODERIE + LEMARIE PLUMARIE

    1) Vídeo com cenas do ateliê em funcionamento e entrevista com o Sr. Lesage: AQUI >>
    2) Neste vídeo ele fala da experiência de bordar roupas para Marlene Dietrich, dos trabalhos para a grandes maisons, sobre os grandes estilistas. Há também cenas das bordadeiras e ele mostra um tico do arquivo de bordados: AQUI >>
    3) Este é um dos vídeos que eu mais gostei de ver. Nem vou comentar nada porque ele fala por sí só: AQUI>>
    4) Lemarie em ação, entrevista com Nadine e as meninas trabalhando AQUI>> 

    DIOR + PLISSADOS

    1) O vídeo que acompanha a produção de uma das peças de Haute Couture em que fizeram os plissados. AQUI>>
    2) Um vídeo feito dentro do ateliê da Dior ainda na época do Galliano + cenas das bordadeiras e do desfile. AQUI>>
    3) Este é o vídeo onde você pode ver o ateliê de plissados em ação. Reparem nas folhas que “plissam” os tecidos, são incríveis! AQUI>>

    MODERNIDADES

    1) Já conhecia o trabalho da Iris Van Herpen por conta das imagens fortes, mas na última semana assisti cerca de 5 vídeos / entrevisgtas com ela e estou completamente apaixonada. Iris tem um olhar de design tão bacana pro design que nem preciso explicar muito, veja AQUI>>
    2) Mais Iris AQUI>>

    iris

    O trabalho da Universidade de Michigan aqui.

    Neste post há fotos e conversas com pessoas de diferentes ateliês e pelas fotos você pode perceber o poder artesanal de criar imagens, afinal, nem tudo é estamparia. Um sonho! AQUI>>

    Pra fechar, este vídeo sintetiza o que eu deixei de falar no segundo vídeo mas vou falar no terceiro: pouco importa se usaram ou não máquinas de costura para fechar a lateral do vestido... O “fazer à mão” vai muito mais além de costurar somente o tecido, tem a ver com o longo processo de se pensar em uma roupa sem pular etapas, ou seja: a peça piloto, provas, modelagens perfeitas, os bordados, os acabamentos e todo o savoir faire que esses ateliês possuem. AQUI>>

    Ufa, quanta coisa! Espero de verdade que tenham gostado.
    Quem quiser sugerir alguma coisa ou mesmo deixar seu comentário, escreva aqui embaixo. Toda conversa é bem vinda!

    Até logo,
    Pat

    10
    jul
    2016
    1

    Dior Haute Couture

    O desfile da Dior na semana de Alta Costura aconteceu há poucos dias e desde então não consigo esquecer essa paixão, risos.

    Shape contemporâneo + modelagens lindas + bordados incríveis.
    Pra ser melhor, só se algo fosse meu.
    Minha escolha é o vestido creme com os ombros nus.

    <3

    [obs. se clicar nas fotos, elas aumentam]

    Dior_Couture_SS16_Backstage_44 _ Morgan O'Donovan

    Dior_Couture_SS16_Backstage_31 _ Morgan O'Donovan

    Dior_Couture_SS16_Backstage_29 _ Morgan O'Donovan

    Dior_Couture_SS16_Backstage_17 _ Morgan O'Donovan

    Dior_Couture_SS16_Backstage_05 _ Morgan O'Donovan

    Fotos: Benoit Peverelli

     

    2
    jul
    2016
    3

    Armário feito à mão

    Dia desses arrumando meu armário tive uma supresa: boa parte das roupas que tenho (e praticamente quase tudo o que atualmente visto) foi feito por mim.

    5

     

    Engraçado que quando vivia no Brasil, mesmo já trabalhando com costura há muitos anos, havia feito poucas roupas pra mim. O motivo principal era que o trabalho ocupava TANTO do meu tempo que nas horas vagas eu ficava desmaida no sofá OU com minha família OU com minhas amigas, jamais em companhia da máquina de costura.

    Quando precisava costurar algo (um presente, um ajuste rápido etc) era feito em algum minuto de folga entre as aulas e só. O restante era trabalho, programação de aulas, peças piloto, organização e administração de ateliê etc.
    Quando rompi a sociedade e me desliguei definitivamente do trabalho passei um período bom de descanso e pude costurar um pouco. Foi nesse meio tempo que este blog nasceu e algumas coisas foram registradas aqui (as roupas que fiz nos anos anteriores ficaram sem registro, coitadas!). Naquele período rolou um estalo: eu só trabalhava! =(

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    Mas a mudança ocorreu aqui na Nova Zelândia.
    Eu só tinha dois casacos quentes, sendo um esportivo / à prova d’agua e outro mais arrumadinho. Sabe o que eu fiz com este arrumadinho? Deixei no Brasil.

    OI ?

    Cheguei na NZ e levei um ~tapa na cara~ desse vento louco e me dei conta que a roupa que eu tinha não seria suficiente pro “winter is coming”, risos. Fui procurar um casaco e logo me assustei com os preços. É obvio que eu só gostava das peças mais caras e as peças mais caras nunca cabem no meu bolso. Decidi então fazer os meus casacos e não somente eles, mas tudo o que eu fosse vestir em diante.

    O primeiro casaco foi o de tweed, depois a jaquetinha e em seguida, o vermelho.

    x

    A partir daí a produção de roupas não parou mais, aliada aos meus estudos de modelagem e depois o canal do Youtube.

    Confesso que ainda estou muito longe da minha “meta” na manunfatura de casacos. É com eles que trabalho a maior parte do meu tempo na alfaiataria e hoje sei distinguir um casaco bem feito de um mediano – e não são os medianos que quero fazer, oras! – então há muito o que aprender ainda.

    3Foto feita pelo @reifus no dia em que fizemos o primeiro vídeo pro canal.

    De qualquer forma, armário handmade mal programado e bem alcançado me traz satisfação. Tanta coisa mudou nesse 1,5 anos em terras neozelandesas e eu sou super grata ao tempo que tenho aqui pra estudar e produzir. Também sou grata ao meu trabalho que é escola e me permite aprender um monte.

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    E é claro que eu sigo paquerando vitrines e às vezes tenho vontade de comprar uma coisa ou outra, mas como eu decidi costurar, não comprei roupas aqui na NZ. Nem meias, lingeries ou sapatos (falarei disso mais tarde), apenas tecidos e as máquinas de costura.

    O que eu acho disso tudo? Indico a experiência à todxs.
    Vai trazer um ganho gigante no conhecimento, um armário um pouco mais humanizado (porque infelizmente grande parte o que a gente consome é feito com mão de obra escrava) e provavelmente roupas  únicas para a sua vida.

    Não sei quanto tempo esse “experimento” vai durar mas sigo com meus planos, que tem me trazido muita satisfação.
    Até logo e boas costuras,

    Pat

     

    obs. para receber os posts no seu email, cadastre-se no box ao lado, alí em cima —>

    27
    jun
    2016
    6

    Africa Fashion Festival

    Há algumas semanas trabalhei em um evento de moda chamado Africa Fashion Festival e desde então estou querendo fazer este post para organizar todas as fotos, afinal, olhar uma à uma é reviver <3

    1affnz

    E como eu consegui trabalhar num evento de moda? Simples: muitos eventos possibilitam as pessoas a trabalharem como voluntárias e com o AFFNZ não foi diferente. Meu marido viu o evento na agenda da cidade e comentou comigo, quando olhei o site havia um campo para se inscrever e plim, logo me responderam perguntando se eu poderia participar de uma entrevista seletiva.

    No dia marcado fui encontrar Pinaman, a organizadora do evento. Pinamam nasceu em Ghana mas vive na Nz há vinte anos. É uma menina super alto astral e em dois segundos estávamos tricotando como se nos conhecessemos há meses. Ela me explicou como seria toda a estutura do evento e me perguntou onde eu gostaria de trabalhar: no backstage, na sala de desfiles ou no na recepção. Não hesitei em dizer que o backstage era o melhor lugar pra mim (por varios motivos!) e ela topou na hora. E nesse papo todo ainda me deu uma aula de estamparia africana que serei eternamente grata.

    Não sei explicar, mas Pinaman é chique sem esforço, sabe? Todo o conjunto dela chama atenção: as roupas, os acessórios, lenços, sapatos… E era uma parada tão simples que toda vez que a encontrei ficava pensando: o que ela fez hoje pra estar tão bonita que todo o resto não fez? Não sei explicar, mas sempre ficava babando no conjunto todo. Aquela pele bem pretinha brilhava e ornava com os acessórios que ela usava… A roupa com um corte simples, ora largo, ora com um lenço em algum lugar inesperado e um turbante fazia dela a mulher mais interessante que eu vi nessa NZ. E sem esforço nenhum, não sei explicar. Nem maquiagem, nem qualquer artifício, apenas bela.

    1piPinaman ensaiando a passarela com alguns modelos.

    Duas semanas antes do evento fui a uma reunião para conhecer a equipe. Fiquei entusiasmada ao perceber que o evento era feito basicamente por mãos femininas. Pinaman, suas amigas, muitas estudantes de moda e euzinha no meio. Bem legal e animador.

    O trabalho seria feito em 4 dias: quarta, quinta, sexta e sábado com horarios pré definidos e projetos fixos para cada dia. A agenda de sábado era a única full time e os outros dias, bem tranquilos.

    - Na quarta nos encontramos apenas montar as sacolinhas de brindes que todas as pessoas receberam. Então aconteceu algo engraçado: toda a equipe compareceu e o trabalho que fariamos em 2,5 horas foi feito em sei lá, 40 minutos. Montamos uma míni-estação de trabalho e as sacolas foram abastecidas rapidamente com os brindes. Fim.

    Engraçado é que o andar do prédio onde rolou o evento estava todo em reforma, só a sala do desfile estava mais em ordem / terminada. Os outros espaços eram basicamente poeira e caixas de reciclagem de papel pra todo canto. Saímos delá todas empoeiradinhas, risos.

    2aff 3aff

    Quinta-feira: Cheguei para trabalhar e um susto: só havia eu de voluntária lá! Acho que pelo fato de no dia anterior ter ido muita gente, as meninas que estavam na faculdade resolveram não faltar à aula e não compareceram ao AFF. Eu também não me prejudiquei porque o horário era depois do meu trabalho, então foi tranquilo, mas não havia muito o que fazer: a sala de desfiles estava bem organizada e eu ajudei a gerente a conferir as cadeiras conforme os nomes os ingressos comprados. Foi bem rapidinho também.

    4aff

    Sexta-feira: Cheguei no prédio e encontrei as caixas com os looks do desfile, algumas araras e muitos cabides, ou seja, era hora de reconhecer as peças que seriam apresentadas no desfile. As 11am só havia eu para fazer isso mas logo tive que sair para ir para a alfaiataria.

    Quando voltei já estava tudo movimentado: muita gente trabalhando, as modelos provando os looks, DJ’s testando o som e muita conversa. Fiquei meio perdida mas logo conheci uma das estilistas e fiquei perto dela, ajudando com os looks aprovados.

    Assim que as roupas voltavam da prova eu as reorganizava nos cabides, colocando-os conforme a ordem de entrada na passarela junto com a polaroide do look montado, os sapatos e os acessórios.

    5affarara da marca SOKONA, quase prontinha =)

    6affpolaroide de um dos looks + a garota que iria vesti-lo

    Quase fui modelo

    Daí que logo que terminei de organizar a arara e escolher os acessorios com a estilista, percebi que haviam varios looks não provados. Perguntei à ela por qual motivo eles não seriam desfilados (afinal algumas peças eram muito legais!) e ela então me disse que aquelas roupas não couberam nas modelos e por isso não entrariam na passarela. Um segundo depois ela pediu pra eu provar um dos looks para ver se servia e plim! Ficou certinho em mim. Lá fui eu iniciar um dia de modelo, risos. Fiz a polaroide e o look era um macacão com uma capa. Macacão lindissimo, aliás.

    Abaixo minha polaroide do look fotografado e esse meu cabelo gigante versão newzealand:

    7aff

    Maaaaaas, o dia de modelo durou pouco: quando a estilista pediu para a coordenação a permissão para eu desfilar recebemos um não, afinal, desfilar atrapalharia todo o meu trabalho de dresser, risos! E volta o look pro cabide dos “sem modelo” hehehe.

    Enfim, tarde da noite fomos pra casa. Eu com muita informação na cabeça sem saber o que esperar. Tinha muita coisa do evento pronta, mas o desfile em si é montado no dia, certo?

    8aff

    Sábado: Neste dia tudo realmente aconteceu! Cheguei lá cedo e tudo estava tão arrumado feito mágica, absolutamente tudo no lugar e com muita ordem. As modelos vieram mas logo foram para um salão e o silêncio se instaurou. Passei o dia colocando fitas nas solas dos sapatos, ajudando o pessoal das outras equipes e caçando trabalho. Uma das coisas que eu quis fazer foi passar as roupas com aquele aparelhinho de vapor. Era a oportunidade de poder olhar todas as roupas por dentro e por fora, analisar os tecidos, os acabamentos, ver o que era peça feita só pra desfile e o que iria pras lojas depois etc. Bem legal e bem tranquilo, fora que estava um frio danado e o vapor era tão quentinho… <3

    Mas aí deu 16:30 e as modelos foram voltando e o clima esquentando. Tudo estava em muita ordem e o som começou a subir um pouquinho (o backstage ficava ao lado da sala de desfiles e dava pra ouvir a música), então começamos a vestí-las (os) e conferir se tudo estava ok.

    9aff

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    Abaixo, umas fotos aleatórias: Pinaman resolvendo pequenos pepinos, eu fazendo auto-retrato na frente do espelho e alguns dos óculos que os meninos desfilaram. Em seguida uma das modelos fazendo um teste na passarela e Sophie, a modelo mais simpática sendo re-maquiada por uma das maquiadoras da The Body Shop [todas as fotos aumentam].

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    19Depois da primeira correria (vestir, retocar maquiagem etc) rolou outro momento de calmaria. Os convidados estavam chegando então ficamos aguardando a hora exata do evento começar. Aproveitamos esse tempinho para fazer pequenos ajustes nas roupas (sim!), comer alguma coisa e muitas fotos de making of.

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    Quando o evento realmente começou rolou um mini-clima de tensão no ar. A fila se formou e ficamos no silêncio ouvindo a abertura (que teve discurso e performances de danças africanas). Logo as modelos foram anunciadas e pronto: não tenho mais fotos de nada. 

    É que foi tudo tão rápido que o celular ficou no bolso. Elas voltavam e a gente corria para ajudá-las a retirar as roupas e sapatos e a vestir os próximos looks, tomando cuidado com a roupa x maquiagem e também para não desmanchar os cabelos. E dá-lhe outra fila.
    Cada fila era uma coleção diferente.

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    Por sorte, antes do último desfile rolou uma apresentação de dança e tivemos um tempo extra para aprontar as modelos. Nesse momento, a maioria dos cabelos foram desmanchados para mudar os looks e também rolou alteração em alguns makes.
    Eu não consegui fazer nenhuma foto porque foi realmente corrido. Além de ter que vestí-las, tinhamos que arrumar as roupas já desfiladas porque a volta era uma loucura só. Tudo rapido e divertido. As meninas eram super legais e colaboravam pacas com o trabalho das “dressers“.

    E antes que você me pergunte “porque elas mesmas não trocavam a roupa” ? Porque não dá. É a gente tirando blusa, outra desabotoando o sapato, a maquiadora vem trocar o batom… tudo muito rápido. As modelos vão apenas seguindo nossos comandos de: agora levanta o pé direito, agora passa o ombro aqui etc.

    Aliás, pensa em ser modelo? Então esteja pronta pra ficar nua na frente de todo mundo, usando apenas uma mini calcinha nude. Eu fiquei meio assim, preocupada e algumas meninas foram se trocar numa sala reservada, mas outras nem ligavam, iam no cantinho e trocavam a roupa sem preocupação.

    Os últimos looks da Chido. Eu adorei a coleção dela.

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    No total foram apresentados 8 designers – todos africanos – alguns morando na Nova Zelândia e outros em algumas partes do mundo como França, Alemanha, Ghana, Londres e Itália. Gostei de muitas coisas: a coleção masculina tinha camisas lindas, a Chido, Sokona e 1981 tinham estampas super legais e com boas modelagens mas quem levou meu coração mesmo foi a linha de bolsas da AAKS. Juro, nunca antes vi bolsas tão bonitas e preciosas… e olha que já peguei essas “etiquetadas” na mão (Chanel, Dior etc –  que apesar de bonitas e muitas com um design bacana, são apenas mais uma bolsa de couro da estação) enquanto as bolsas da AAKS tinham um entrelaçamento super bacana e cores tão vivas que não havia uma pessoa que não houvesse se encantado. Eu fui uma delas.

    Abaixo, uma foto do backstage vazio: ao fundo os maquiadores e a estilista da Sokona esperando a fila de modelos voltar para a entrada final.

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    Adorei a oportunidade de ter participado do AFF. Corrido mesmo foi só a hora do desfile, do mais, diversão e aprendizado. Claro que tem horas que eu fiquei como uma barata-tonta porque é difícil entender todo mundo falando inglês-ao-mesmo-tempo-tudo-junto, mas o aprendizado foi enorme, inclusive em questões pessoais. Tive dois estalos profundos enquanto “rolava o furacão” que me ensinaram um tanto que só posso agradecer.

    Aqui, os snaps que fiz no dia:

    Tão gostoso rever isso tudo. Lembrei até do clima do dia, dos cheiros, da emoção. Que legal!
    Se tem uma coisa que é real nessa minha vida neozelandesa é que absolutamente TUDO o que vivo aqui é novo e gratificante. Absolutamente nada se repetiu e eu sou super grata por isso.

    Aqui um vídeo com a Pinaman falando sobre o evento (em inglês) e flashes da edição anterior.

    Até logo,
    Pat

    20
    jun
    2016
    0

    Links – para assistir

    Voltei com os posts de links, onde compartilho coisas legais que tenho visto, lido ou ouvido. Agora vou passar a fazer posts temáticos, onde os assuntos se ligam de alguma maneira [nem que seja na minha classificação =D ]. Os de hoje são divertidos / bonitos e servem pra alegrar um dia meio chato <3  Para assistir, basta clicar nas palavras em rosa, ok?

    1) SOTAQUES
    Pra começar quero sugerir ESTE vídeo divertidíssimo sobre sotaques que Caio Braz fez. O canal dele todo vale ser assistido, mas este vídeo é meu queridinho, acho que já assisti 150 vezes. E toda vez me divirto, risos.

    caioEstava seguindo ele no snapchat mas, como de praxe, achei over e desisti. Mas o canal dele é bem legal e Caio parece ser um menino de ouro.

    2) PARIS
    Lembro do quando fiquei encantada ao entrar na Galeries Lafayette. OMG, nunca imaginei que um lugar tão lindo como aquele existisse! Fiquei tanto tempo olhando o teto que até o pescoço reclamou. E este vídeo do canal da Consuelo Blocker traz essa sensação novamente e é uma delícia de ser visto, vale o clique.

    Parece que o vídeo foi produzido pela própria Galeria, porque não tem nada à ver com a qualidade visual dos vídeos da própria Consuelo (que na sua maioria, são snaps), mas os “Consuelo Responde” são interessantes.

    Galeries Lafayette interior in ParisVideo para ser visto em tela cheia e HD.

    3) BELEZA BACANA
    Canal fresquíssimo de Vanessa e Fabi, Meu Glitter Minha Vida chegou para arrasar: vídeos super bem produzidos, saindo do mais do mesmo tutorial-maquiagem-bonita-ou-dragqueen com bom humor e uma edição impecável. AQUI.

    Screen Shot 2016-06-21 at 02.08.03

    O vídeo mais recente com o “Rikardashian” é maravilhoso, mas vejam desde o primeiro, vai!

    Estou separando outros links para sugerir, vou postando aos poucos,ok?
    Quem assistir e gostar, comenta aqui embaixo. E caso vcs não saibam,dá pra comentar só com o login do Facebook, bem simples! O box fica abaixo do box padrão de comentários.
    Boa semana, Pat

    17
    jun
    2016
    6

    Sessão de fotos: a blusa

    A temperatura aqui subiu um pouco nos últimos dias (média 12-15 graus) e aproveitei pra fotografar a blusa, afinal, dá pra se vestir com menos camadas durante o dia. Por sorte, no dia em que vesti a blusa fez uma tarde com um sol tão lindo que a luz rendeu boas fotos, então vou postar algumas aqui.

    Este local é o War Memorial, um museu em Wellington que fica num ponto alto e tem uma luz linda, além de um par de banheiros que tocam músicas e é semi-automatizado, muito legal!

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    Achei a blusa um pouco larga, mas definitivamente não vou desmanchá-la para reduzir, vai ficar uma camiseta larga mesmo, risos.

    1

    Eu realmente gostei da cor dela, muito! Esse tom de verde “orna” com a maioria das coisas do meu armário <3
    Voltei na loja para confirmar o tipo do tecido – chiffon mayfair – e fiquei surpresa que essa estampa já estava esgotada. Mas não tem como não se apaixonar por toda o catálogo Liberty, é uma mais linda que a outra, suspiros.

    O vento de sempre, dando um movimento lindo na juba:
    4

    Próximo tecido Liberty, só na próxima vida mesmo, risos.
    Beijo grande, Pat

    12
    jun
    2016
    0

    A blusa turquesa Liberty

    Depois dos últimos posts sobre Londres, pulemos para Nova Zelândia / 2016

    Daí que a loja de tecidos que fica perto da minha casa & tem a melhor seleção de tecidos ever enviou um email dizendo que eles haviam recebidos um lote inicial de tecidos Liberty. Um dia depois do trabalho, corri pra ver.

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    Confesso que não me animei muito, eram cerca de 10 ou 15 estampas com preços bastante salgados pro meu bolsinho de assistente de alfaiate e deixei pra lá. Mas como o diabo mora ao lado, em poucos dias recebi outro email informando que o lote completo dos tais tecidos estava na loja. E OLHA, gente, quanta coisa!

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    Não sei dizer ao certo quantas estampas eram, mas mais de 50, certeza. E em bases muito diferentes, ou seja, havia a possibilidade de encontrar mesma estampa no algodão ou cetim, na seda, no chiffon etc etc.. até malha com estampas lindas havia na loja (essas eu  nunca havia visto). Confesso que fiquei completamente apaixonada com aquela precisão absoluta nas estampas e com cartela de cores uma mais linda que a outra. Pena que minhas fotos não fazem jús à coleção, de verdade.

    Ainda assim, deixei os danados lá - afinal, seremos honestas, eu  não preciso de tecidos, right? – Mas um dia a loja ofereceu 30% e corri pra comprar essa seda verde. Eu estava de olho em uma estampa uva, mas é basicamente a cor  que eu sempre compro e costuro, então decidi variar. Esse tom de turquesa escuro funciona com as outras coisas que já costurei e seria realmente um diferencial. Quis costurá-lo na hora.

    3a

    Já que, mesmo na promoção o tecido não havia sido barato, pensei em fazer uma blusa básica para aproveitá-la o máximo possível, assim como ESTA que uso à torto e direito e amo, amo <3. Cortei na mesma noite e entrei madrugada à dentro costurando (logo mais vou atualizar o post com o snapsave que precisa ser editado).

    Abaixo, a blusa ornando com minha maquininha:

    4a

    Por fim, a blusa pronta, usando a mesma modelagem da anterior. Fiz um pouco mais larga que a pink e adicionei uma prega fêmea nas costas. Por dentro, todos os acabamentos em viés de cetim.

    acab

    Confesso que tenho um certo tesão em fazer a peça bonita por dentro. É meu segundo maior desafio (o primeiro é fazer uma modelagem boa e acertada). A blusa no manequim:

    5a
    No fim, apesar do tecido ter sido um pouco mais caro que os que costumo comprar, compensa ter gasto $32 e ter uma blusa num material de qualidade e com uma estampa/cor diferente das que tenho. Pensemos: com $32 compraria uma blusa bonita com um tecido sintético em uma fast fashion ou uma camiseta simples com uma malha boa. Então por essa conta, valeu o custo.

    Amanhã farei uma foto com a blusa no corpo e atualizo aqui o post, assim como o snapsave da costura completa.
    Boa semana,
    Pat

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