19
    fev
    2017
    0

    Enfim, ano novo.

    2 meses no Brasil;
    2 vôos para voltar para casa;
    2 remédios para barrar uma crise alérgica;
    2 graus a mais na temperatura todos os dias.

    Um final de semana inteiro respondendo emails e mensagens acumuladas;
    Uma noite de sábado pensando no novo cenário dos vídeos;
    Uma manhã de domingo organizando milhares de notas;
    Uma tarde repensando o feed do instagram.

    O site novo não sai da cabeça;
    E as idéias surgem;
    Junto com isso tudo, vontade de retomar tudo outra vez.

    É, acho que o ano definitivamente começou ❤️

     

    Processed with VSCO with a4 preset

     

    Feliz ano novo,
    Patricia C

    26
    jan
    2017
    0

    Links – Palestras

    Dia desses fiz a cirurgia refratária e tive que ficar uns dias de molho.

    Como a idéia é descansar os olhos, usei meu tempo quietinha pra ouvir umas palestras que estavam na minha “watch list” do Youtube e pensar a respeito. E agora quero compartilhar três que gostei:

    1- Monha Coen

    Essa palestra é leve e facinha de ouvir. Ela fala sobre estar presente, sobre o glamour e o prazer da morte, dos cuidados com o pano de chão e sobre lavar a louça direito. Parece piada mas ela fala tao profundamente de hábitos que adquirimos e nem prestamos mais atenção….

    Mas o que me chamou a atenção mesmo foi quando ela disse:

    Nada pertence ao ser. As coisas estão conosco e nós estamos.
    Hoje é nossa blusa, ontem foi o algodão que alguém teceu e antes estava na plantação.

    2- Exercícios

    Aqui Gustavo Gitti sugere alguns exercícios muito interessantes sobre relacionamento. Essas propostas são um pouco mais densas mas vale muito assistir o vídeo:

    3- O cume

    Já assisti este vídeo duas vezes mas sempre é um prazer. Voltarei a vê-lo novamente quantas vezes puder porque é aprendizado para todos os lados. O título por sí só já é um convite ao clique: O que aprendi com as montanhas

    Espero que gostem,

    Patricia C

    24
    jan
    2017
    2

    Primeiro mês no Brasil – 2016/2017

    Há alguns dias completei um mês em SP e UAU, como o tempo passa rápido!
    Foi alí atrás quando eu comprei essas passagens ainda na sala da minha casa na Nova Zelândia e parecia tão longe… depois veio a mudança pra Alemanha, a procura de um novo cafofo, a temperatura que foi baixando e por fim cheguei em São Paulo. E rapidamente completou um mês.

    Completou um mês desde que eu fui parada na polícia federal americana e fiquei trancafiada na salinha por mais de uma hora pensando: que diabos eu fiz?? E, mesmo sabendo que eu não havia feito nada, aquele passaporte perdido na Alemanha me fez sambar na polícia gringa e sair de lá atordoada.

    Mas deu tudo certo  e o policial só queria saber se eu era eu mesmo e não havia ninguém usando meu passaporte :)

    1_avião 2_alemanha

    Dentro do avião e passando por algum lugar congelado neste nosso mundo vasto.

    Bom, voltar à SP é um prazer e está sendo uma delicia estar aqui, mas algumas coisas me marcaram e eu me pegava pensando nessas re-experiências brasileiras que, quando morava aqui, eram parte do cenário que chamamos vida cotidiana.

    1- A desigualdade social no Brasil
    Sim, eu sempre soube que a desigualdade social brasileira é extremamente acentuada e isso traz danos praticamente irreparáveis à famílias e gerações. Mas juro que andar pela rua e ver a quantidade de pedintes, pessoas dormindo em papelões pelas praças ou alguém revirando o lixo em busca de comida fez meu coração rasgar-se em looping. Sim, eu SEMPRE vi isso acontecendo pela cidade, mas parece que dessa vez a água bateu mais gelada na bunda, sabe? Não sei se antes eu estava anestesiada e enxergava menos ou se a situação piorou, mas posso afirmar que isso mexeu demais comigo nas primeiras semanas.

    Um dia vi um rapaz pedindo dinheiro para comprar ração pros cachorros. Peguei um punhado de moedas e dei pra ele. O tempo de ele contar foi o mesmo que eu usei pra dar uns passos adiante e em seguida ele começou a gritar: obrigada moça, hoje comeremos eu e eles! E não era nem cinco reais.

    Mais pra frente vi u senhor idoso com um chapéu de papai noel pedindo dinheiro. Uma pobreza sem fim revestido por um símbolo forte de uma época do ano tão capitalista. Foi o suficiente pra eu descer a Consolação chorando sentada num ônibus vazio.

    1ch

    2- A morada

    Há sete anos saí da casa onde nasci para morar com Raphael, num apto velhaco em Pinheiros e nunca mais voltei. Depois vieram nosso próprio apto, o apto na NZ, o endereço na Alemanha e nisso fui me acostumando com minha própria casa e à rotina comum que se formou em torno da vida que levamos.

    Mas voltar pra casa da mãe é revisitar cheiros do passado, comida farta o tempo todo, velhos barulhos e pepinos de família. É encontrar colegas de escola pelas ruas do bairro, tomar um açaí com as amigas de infância e perceber o quanto a vida girou em 7 anos. É revisitar um passado que eu achava que não viveria mais e de repente aqui estou. É doido e eu não sei explicar nem falar ainda o saldo disso tudo, mas é bom. E as vezes esquisito porque é tipo vestir um jeans antigo que ainda cabe, mas parece que está fora de moda. Mas cabe.

    3_casamaeem frente à casa de minha mãe em mais um dia paulistano de chuva e calor.

    3- Amor de mãe
    Minha mãe sempre foi uma pessoa doce e fácil de conviver. A nossa relação sempre foi boa e amorosa, mas é doido ver o amor dela em todas as coisas que ela faz de uma forma tão forte. Percebo isso na alegria que ela me serve um teco de panetone no meio da noite em que estamos costurando ou da forma atenta que ela ouve quando eu ensino algum truque de costura. Na forma que ela segura meu braço ou quando faz um carinho na minha orelha.Tudo é amoroso, cuidadoso e transborda nas ações dela. É muito bom estar aqui e poder viver isso, é realmente um privilégio

    couve indo ssa

    As couves que minha mãe plantou e colhe todas as manhãs pra eu fazer suco verde. | Nós no avião indo pra Bahia e em Salvador, num pôr do sol maravilhoso.

    4- Gatas
    Isso é doido e não sei se vou saber colocar em frases, o que sinto. Acho que todo mundo sabe que deixei minhas gatas no Brasil quando mudei para a NZ porque a NZ não aceita bichos de vários países e enfim, aqui elas ficaram em casas confortáveis e cheias de amor. Apesar de eu imaginar que a adaptação não tenha sido fácil pra nenhuma delas, eu também sofri muito e chorei diversas vezes em território neozelandês.

    Não que tenha sido o único caminho que me trouxe à essa reflexão, mas os textos budistas sobre apego me ensinaram muitas coisas das quais eu carrego comigo. E talvez essa reflexão me tenha trazido ao ponto em que estou hoje: não tenho gatas, elas pertencem à si mesma (e à sua felicidade e bem estar) e não mais ao meu apego.

    Se eu queria estar com elas agora? Sim, certeza

    Se eu queria poder levá-las comigo? Sim, certeza.

    Mas quem quer isso, eu ou elas? É justo eu fazê-las passar por um processo chato e um vôo longo de 12 horas por vontade minha? É justo eu tirá-las de lares amorosos, espaços conhecidos e rotinas estabelecidas porque EU quero? Não, não é. Então o melhor para elas é que elas estejam bem e eu que lide com isso. E é nesse ponto que eu penso que elas pertecem à  si.

    bichos

    na foto: Molly, a cachorra dos meus sogros, Lola, a gata da minha mãe e o gato lindo de Cassiana.

    5- Comércio popular
    Na NZ a Spotlight era uma delícia.
    Conhecer a feira de tecidos (em breve video no Youtube) na Alemanha foi um barato. Mas gente, o Brás.. o Brás e suas mil maravilhas, lojinhas, variedade absurda de materiais, preços incríveis.. que tesão!

    Que delicia ir lá e olhar cada pedacinho daquele bairro. Eu confesso que acabei indo quase que semanalmente lá porque era caminho pra tudo e eu sempre tinha algo à comprar alí ou aulas pra dar (dei duas “aulas de campo” pelas ruas do Bras hahahah)

    Outra coisa deliciosa: ir à feira semanalmente (mesmo eu detestando os feirantes gritando mas ok, é aceitável) e ver tanta fruta, legume e verdura com preço bom e variedade incrível. Que prazer comer um pastel de beringela com queijo e tomar um caldo de cana com limão. Sério, nosso comercio popular é amor.

    bras

    Bom, foram esses os 5 pontos que mais marcaram meu primeiro mês aqui. Pode parecer bobagem corriqueira para alguns, mas voltar a viver certas coisas acabam marcando a viagem mesmo. Agora estou na Bahia, com muitas coisas à digerir pela vivência na casa da minha tia. Mas depois escreverei sobre isso.desses dias aqui com ela, mas isso é assunto pra outro post. Eu volto :)

    Com amor,

    Pat

    10
    jan
    2017
    0

    Encontrinho em SP – Sesc Belenzinho

    Oiê,

    Este post é só pra confirmar nosso encontrinho neste domingo 15 de Janeiro as 15:00 hrs no Sesc Belenzinho  em São Paulo – SP

    Tive que mudar a data porque eu fiz uma cirurgia nos olhos e quinta feira tenho retorno no médico e vou retirar a lente que foi colocada na cirurgia. E eu não sei como ficará minha visão no dia seguinte (a própria sexta), ou seja, melhor manter um repousinho e ficar no escuro para que meus olhos descansem e eu esteja ok no domingo.

    Então bora nos ver no domingo? Vou levar um presentinho bobo de costura para sortear entre as pessoas que forem. Mas é só uma lembrancinha mesmo =)

    Ahm, quem for de Salvador e região, será que a gente consegue se ver na sexta feira dia 27/01 no finalzinho da tarde? Estarei eu e mamis nessa terra maravilhosa e seria legal encontrá-las.

    Quem quiser falar comigo,me mande email no [email protected]

    Estou animada demais! Quem vai?
    Até domingo na comedoria do Sesc Belenzinho,

    Pat

     

     

    1
    jan
    2017
    0

    Obrigada, 2016

    São 08:45 da manhã do dia 31 de Dezembro e ao acordar, me dei conta que eram 23:45 na Nova Zelândia. Quase Ano Novo.

    Esse fuso horário é tão louco, longo e extenso que tem horas que acho engraçado lá ser tão “o futuro” – nem parece que eu vivi alí com este mesmo fuso de +15h. E ver minhas amigas comemorando a virada do ano ainda da cama, pelo celular, me faz lembrar de varios momentinhos delicia que passei na terra média. E, mesmo sem querer, os pensamentos entram em retrospectiva.

    Eu sei que 2016 não foi um ano legal pro planeta ou pro nosso Brasilzinho mas eu não tenho do que reclamar. A vida é muito generosa comigo e acordar diariamente com todas as minhas funções vitais em perfeitas condições me faz ser grata todos os dias. Pode parecer bobo, mas ter a noção real de que minhas pernas me levam à todos os lugares, de que meu cérebro processa as informações e que minhas mãos permitem meu oficio favorito, tudo isso me enche de gratidão. Tenho comida na mesa, um marido massa, minha mãe por perto e bons amigos, ou seja, não posso reclamar.

    2016 me permitiu conhecer e conviver com pessoas incriveis e não há preço que pague essa alegria. Laila, Inessa, Erika, Erica, Dudu, Rosa das Antipodas, Ellyy, meninas do instagram e youtube (e são tão queridas!), Emi, Michela, Tchu, Leandro, Elis, Nega, Lu, Gabi, Dri, Carol, Ciba, Lilian, Debora, Mari, Isabella, Loo, Michele Am, Sandra, Vivi, Ma, Zezinha, Nana… tanta gente que vou ficar devendo nomes por aqui. A vida é muito boa.

    2016 nos permitiu passar o ano novo com meus sogros e isso foi muito legal. Me deu experiência e conhecimento no trabalho da alfaiataria, engatei os videos no youtube, fiz roupas sob medida, trabalhei no Afrika Fashion Festival, fiquei com cabelos imensos, conheci Rotorua, Christchurch, Queenstown, Sydney, Singapura, Bruxelas e me mudei pra Alemanha. 2016 foi o ano que eu pude abraçar minha mãe, apertar as gatas e rever minhas as amigas.

    Até o sol brilhou forte nos dias em que estive em Ubatuba e o bronze voltou à fazer parte do meu corpinho. Que festa é o verão.

    1Um pedacinho de Wellington vista de cima, no dia da despedida do Raphael.

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    Eu, o cachorro e a mão da motorista mais ponta firme dessa terra média hahaha

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    Eu e Raphael na Art Gallery of New South Wales – Sydney 

    4Ai, meu crush da Ocenia: Sydney <3

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    A compra que valeu a pena: essa maquininha polaroid que nos deixa lembranças lindas!

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    Mais uma vitrine com looks lindos (dentre tantas que fotografo)

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    Paleta de cores lindissima em Köln – Outono maravilhoso
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    Meus sogros e minha mama depois de um almoço bom 10

    Cocs, Lola, Pretinha. Faltou só a Domeio

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    Sala São Paulo. Obrigada eternamente, Ana. Foi demais!12

    Riviera de São Lourenço. O pôr do sol tava tão lindo que tudo, absolutamente tudo ficou cor de rosa. Pena que o celular só capturou metade. Mas vale a lembrança

    2016 foi mais um ano que passei grudada nesse omi tão bacana que a vida me deu, esse palhacito que me faz rir diariamente e faz as comidas mais gostosas desse planeta. Parabéns pelos prêmios recebidos pelo seu trabalho tão primoroso, Rapha. Vc é bom em tudo o que faz e é uma delicia dividir a vida com vc (seu chato!) hihihi.

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    Houve dias tristes sim. Chorei de saudade, senti medo de perder pessoas queridas, me cansei procurando um novo emprego, engasguei no inglês e me irritei diversas vezes com um contrato filadaputa na qual eu estava amarrada. Felizmente me livrei desse transtorno e quanto às tristezas, apesar de chatear na hora, é muito pouco pelo tanto de coisas legais que vivi.

    Até a mudança repentina de país foi encarada com alegria e diversão. Realmente não esperávamos mudar tão rapidamente da NZ mas a oportunidade de irmos para outro canto do mundo e experienciar novas situações era realmente excitante. E, apesar de ser trabalhoso esvaziar um apto, vender tudo rapidamente e doar o que dava pra ser doado, mudar foi mais uma experiência legal. Conosco ficaras as lembranças daquela cidade delicinha e da vida que levávamos lá e os amigos que a vida nos deu. O restante eram coisas materiais.

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    Bolinhas de vidro para enfeitar a árvore que vi na feira de Natal em Köln. Aquele senhor alí atrás estava fazendo uma à uma, artesanalmente. Uma preciosidade sem tamanho.

    E assim mais um ano se foi. Um ano bom onde novamente vez realizei alguns sonhos e vivi bem. Viver bem (pra mim) está relacionado aos meus desejos de vida, meus valores e um misto de equilibrio e paz. E assim foi.

    E que 2017 seja um ano onde eu me movimente mais, onde eu faça mais coisas e coloque em prática os planos que procrastinei em 2016, os cursos que não finalizei e os livros que não li. Eles continuam ativos pois fazem sentido na minha vida e é hora de botá-los em prática. Realizar novas coisas, dinamizar a vida, melhorar o inglês e aprender algum alemão está na mini-lista de projetos. Bora viver

    Feliz ano novo. Que seja feliz pra você também,
    com amor,
    Patricia C

    obs. comecei a escrever este post dia 31 cedinho e terminei dia 01. Que coisa! hahaha

    22
    dez
    2016
    0

    Encontrinho em São Paulo

    Oiê,

    Algumas pessoas sabem que estou em São Paulo e por isso recebi algumas mensagens pedindo para eu fazer um encontrinho aqui e… why not?
    Acho a idéia bem legal pra gente se conhecer e tricotar um pouco,
    Então vamos nos ver?

    Quando: sexta feira 13 de Janeiro as 19:00hrs
    Onde: ainda não sei. Sugestões?

    Quer ir? Deixe um comentario aqui ou me escreva no [email protected]@gmail.com só pra eu ter ideia de quantas pessoas querem ir e pensar num lugar que acomode legal todo mundo.

    Tô animada!
    Beijo e bom natal,
    Pat

     

    21
    nov
    2016
    0

    Máquinas de costura antigas e fofíneas

    Há pouco mais de um mês passei a procurar uma máq. de costura para chamar de minha.
    Como comentei aqui que tive que vender ou doar tudo o que tinha para me mudar. E tudo significou tudo mesmo.

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    foto de uma miniatura que uma leitora me enviou dia desses

    Confesso que minha idéia inicial seria encontrar uma outra maquina igual à que eu tinha. Além da bichinha ser linda e charmosa, o ponto dela era muito bom e costurava legal tecidos mais grossos. Assim sendo, passei a vasculhar os sites de segunda mão germânicos.

    Triste foi encontra-la por preços mais salgados do que eu gostaria de pagar =(
    Na minha anterior paguei míseros 35 dólares (ok, foi um achado, ela custa mais caro na NZ), mas aqui encontrei por 90 à 150 euros. EUROS!

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    Mas diz aí se não é um amor de verdinha?

    No meio de Outubro encontrei uma máquina baratinha e usada. Era um modelo lançado entre os anos 1980 e 1990 e aparentemente estava em bom estado. A vendedora me disse que comprou para aprender a costurar mas não levou o hobby pra frente, então não sabia exatamente do estado da máquina. Quando a bichinha chegou e eu fui testar, a danada não costurava por nada, então falei com a vendedora e ela devolveu meu dinheiro e retirou a maquininha… Uma pena, porque a máquina aparentava ser resistente (lembrava a overloque que eu tinha!) mas vou falar disso depois no Youtube, risos

    Mas enfim,  este post é pra mostrar a quantidade de máquinas lindas que eu ando encontrando pelo caminho. Eu já conhecia a fama da alta qualidade das máquinas alemãs, só não imaginava que no passado houveram tantas fabricas diferentes e com gente tão criativa fazendo modelos bacanas e bonitinhos. Separei algumas, uma mais fofa e querida que a outra. E as malas? um amor!

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    A maioria delas são simples em recursos mas provavelmente, de alta qualidade. A verdade é que raramente essas máquinas de ferro dão problemas ou costuram mal. Nem corpo mole à tecidos grossos costumam fazer.

    Essas outras abaixo são mais curiosas. Como lidar com esse amarelão? Já imaginei um ateliê bem veranesco decorado com chitas e janelas enormes de frente para uma praia animada!

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    Bonitinhas, né? Confesso que se eu fosse cidadã “das Alemanha” com espaço em casa já teria comprado algumas delas, inclusive as duas minis da déc de 1960 coloridinhas em tons pastel que vi dia desses. A azul clara Adlerette, a Victoria e a Zundapp são muito bacanas.

    Pra fechar o post, comprei uma máquina de costura que estou esperando há dez dias. O vendedor não envia nunca, mas espero que chegue nos próximos dias.

    E vocês, quais são seus modelos favoritos?
    Escrevam aí nos comentários =)

    Espero que tenham gostado,
    Boas costuras,
    Patricia C

    13
    nov
    2016
    0

    Alemanha – primeiras impressões

    Depois de um vôo de quase 37 horas com escalas em Camberra (Austrália), Singapura (onde passamos um dia) e Istambul, chegamos à Alemanha. O céu estava azul e chegamos num sábado de manhã aos 18 graus.

    1ko cartão postal de Colônia, numa tarde bonita de sábado

    É engraçado chegar numa cidade nova e sentir aquele mix de excitação do novo x o sustinho de não entender absolutamente nada do que se ouve. Escrevo esse texto e lembro daquele nosso primeiro dia em Köln: em poucas horas começou a chover fino e o céu ficou coberto. Estávamos na Hauptbahnhof (estação central da cidade) e tínhamos horário para entrar no apto que alugamos e nenhum taxista podia nos levar pois estava rolando uma corrida grande (tipo São Silvestre) e com isso as ruas e avenidas estavam bloqueadas. E nenhum taxista falava inglês, o único que nos atendeu resolveu pegar a corrida porque tinhamos o endereço impresso e ainda assim o senhor deu 250 voltas na cidade e não conseguiu chegar nem perto da rua onde havíamos alugado um studio / kitnet.

    Pra ajudar, nossa mala – que já dava sinais iminentes de morte – quebrou.

    Chuvisco x não conhecer a cidade x mala quebrada + andar muitas, muitas quadras ahead.. Que dia! A gente ria tanto, ora de nervoso, ora de graça mesmo. Mas encontramos o apto :)

    2

    a primavera laranja que me “pegou de jeito” logo nos primeiros instantes

    Fomos para uma kit alugada no airbnb. Pequenininha e bem localizada, me apaixonei de cara pela árvore que tinha na frente. Ao lado, um trem passava constantemente me mostrando o quanto a cidade é movimentada e ativa. Era um apartamentozinho de uns 22m que nos recebeu super bem e me fazia sentir vivendo numa cidade vibrante*. Apesar da internet caótica, foi uma delicia ficar naquele espacinho míni.

    4k

    meu primeiro cafofo germânico. A paisagem mudava à cada dia:
    a temperatura caía junto com as folhas amarelas e secas

    Passei o primeiro mês inteiro lendo anúncios de apartamento, visitando imóveis localizados em ruas com nomes impronunciáveis (mentira, aprendi vários! ), encantada com as janelas floridas, fazendo visitas frequentes à Dm, olhando as vitrines arrumadinhas, recebendo mil dicas da Erica (minha mentora germânica), tendo experiências divertidas com a máquina de lavar e enlouquecida com os preços do supermercado, OMG!

    Bom, mas este post foi entitulado por “primeiras impressões” e não primeiras vivências (risos), então aqui vai minha lista anotada no celular no final da primeira quinzena:

    • A água tem um gosto estranhíssimo
    • Nenhum restaurante ou café serve água como na NZ
    • As ruas tem construções antigas e mega charmosas
    • Nem todo mundo fala inglês. Os mais jovens, sim. Os mais velhinhos, muito raramente.
    • Há muitos cachorros passeando pelas ruas com seus donos
    • As pessoas enfeitam as janelas com flores e plantas
    • A malha do metrô é bem abrangente e funcional
    • A caixinha de cotonete custa 0,30! omg!
    • A água termal grande custa 9,90€ !

    Parece bobo, né? Mas são coisas diferentes da rotina que eu tinha na Nova Zelândia e tudo realmente me chamava atenção. Assim, passei a anotar as pequenas coisas extra-ordinárias.

    Abaixo, fotos que fiz nas andanças enquanto saia para visitar apartamentos:

    5ko

    > floricultura que fica na rua de casa.. sempre rola uma paquera, sempre.

    6ko

    > um dos milhares de jardinzinhos lindíssimos que vejo. Olha esse vermelho, minha gente! 

    7ko

    > predinhos lindos. Esses parecem bordados ponto cruz 

    8ko

    > não sei o que falar sobre esse chão e essas folhas secas e amareladas. Só sei sentir paixão

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    > caminho no meio de um parque perto de um apto que amei, mas não fiquei.

    10ko> mais predinhos lindos. Merecem um post exclusivo.

    É isso! Acho que estou conseguindo colocar o blog em dia (o youtube ainda tá super no delay, coitado! ) e logo mais falarei das máquinas de costura que tenho visto aqui.
    Só pra fechar o post, o apto foi encontrado e já estamos instaladinhos e aquecidos. A temperatura tem caído bastante: foi de 18 pra 3 graus em 35 dias! E por falta de roupas um casaco quente foi providenciado.  =)

    AQUI tem um post falando sobre a saída da NZ e AQUI, desmontando o ateliê.
    No Youtube, muitos vídeos, vai lá!

    Boa semana,
    Pat

    obs2. Hoje rolaram vários terremotos na NZ e meu coração está com vc, meninas. Queria abraça-las. ❤️

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